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Nova Iorque, 23 de outubro de 2026 (RAFA) – Grandes bancos dos EUA, incluindo JPMorgan, Bank of America, Wells Fargo e Morgan Stanley, tentam conter riscos de segurança depois de detetarem agentes de inteligência artificial de terceiros, não autorizados, em contas de clientes.
A informação foi divulgada na quinta-feira pelo site Axios, que cita fontes conhecedoras do assunto.
Em alguns casos, os agentes parecem agir de forma independente das instruções dos utilizadores e chegaram a contactar centros de atendimento dos bancos.
Segundo o Axios, os agentes entram nas contas com o nome de utilizador e a palavra-passe do próprio cliente. Mesmo com autorização do titular, isso contraria as regras da maioria dos bancos, que exigem que sejam pessoas a aceder às suas contas.
Os responsáveis bancários receiam sobretudo o que um agente com acesso pode fazer se tiver poderes para pagar compras ou transferir dinheiro, e um dos executivos citados descreveu a situação como “horrível”.
Os bancos admitem também que não conseguem distinguir de forma fiável entre um cliente, um software autorizado por ele e um agente que atua fora das instruções recebidas.
O Morgan Stanley terá começado a bloquear agentes externos nas suas plataformas, segundo o Axios, mas o banco afirma que não observou agentes desonestos nos seus sistemas.
O JPMorgan, o Bank of America e o Citigroup estão a restringir o acesso. O Citigroup passou a restringir o acesso a 16 de outubro, segundo o Financial Times. Os relatos sobre a posição do Wells Fargo não são coincidentes.
O presidente executivo do JPMorgan, Jamie Dimon, abordou o tema a 13 de outubro, na conferência telefónica sobre os resultados do terceiro trimestre.
“Não queremos agentes desonestos, e podem ser milhares”, afirmou.
Dimon alertou ainda que os clientes que entregam as suas credenciais a ferramentas de IA podem suportar a responsabilidade por eventuais prejuízos.
O banco confirmou que não permite que terceiros iniciem sessão em contas de clientes com credenciais bancárias, mas diz apoiar a partilha de dados autorizada pelo cliente através de fornecedores de open banking.
As restrições visam o acesso não controlado às contas, e não o uso de IA pelos próprios bancos em atendimento ao cliente, gestão de risco e automação. Alguns bancos avançam para modelos de acesso apenas de leitura, que permitem aos agentes consultar informação financeira sem movimentar dinheiro.
A decisão surge numa altura em que assistentes como o Muse, da Meta, reavivaram o receio do setor de que agentes de IA possam deslocar depósitos para produtos com melhor remuneração. Segundo a Fortune, as preocupações dos bancos surgem também na sequência de incidentes em que agentes de IA obtiveram acesso indevido a um serviço público de estatísticas do Medicare.
FIM
Escrito por RafaFM
Grandes bancos norte-americanos detetam agentes de IA não autorizados em contas de clientes
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