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Kampala, 29 de junho de 2026 (RAFA.TL) – O general Muhoozi Kainerugaba, filho mais velho do Presidente ugandês Yoweri Museveni e chefe das Forças Armadas, ordenou o encerramento de vários órgãos de comunicação social em Kampala, incluindo o jornal Daily Monitor e a televisão NTV, ambos do grupo Nation Media Group.
Soldados foram destacados para as instalações do Daily Monitor na capital ugandesa no domingo, antes de Kainerugaba anunciar a decisão numa publicação na rede social X.
“Tenho o poder em Uganda de encerrar QUALQUER meio de comunicação que queira. Tenho este poder desde 2017. Este poder foi-me dado pelo meu grande pai. A partir de agora, TODOS os meios de comunicação em Uganda vão cumprir as regras”, afirmou.
A Associação Nacional de Radiodifusores da Uganda indicou que pelo menos seis publicações e estações de radiodifusão – todas detidas pelo Nation Media Group, com sede em Nairóbi, no Quénia – foram encerradas.
“Estamos profundamente preocupados com esta acção e o seu impacto no ecossistema mediático”, referiu a associação em comunicado.
O encerramento ocorre dias depois de Museveni ter tomado posse para um sétimo mandato consecutivo, período em que Kainerugaba intensificou a emissão de diretivas e ordens habitualmente reservadas ao chefe de Estado.
O general, que comanda o exército desde 2024, afirma abertamente que sucederá ao pai na presidência – perspetiva considerada cada vez mais provável dado que o líder ugandês, de 81 anos, depende crescentemente da autoridade militar do filho.
No início deste mês, Kainerugaba ordenou a detenção do advogado Erias Lukwago, que procurava responsabilizá-lo pelo alegado papel na violação dos direitos do líder da oposição Kizza Besigye – capturado em Nairóbi em 2024 e preso em Uganda com acusações de traição que considera politicamente motivadas.
Museveni governa Uganda desde 1986 e não anunciou qualquer data para a sua saída do poder. Sem rivais no partido no poder, analistas consideram que as Forças Armadas terão um papel determinante na escolha do seu sucessor.
Kainerugaba fundou ainda o grupo de ativismo político Liga Patriótica de Uganda, cujos membros incluem o presidente do parlamento e vários ministros do governo.
FIM
Escrito por RafaFM
Filho do Presidente de Uganda encerra meios de comunicação e afirma deter "o poder" no país
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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