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Papua-Nova Guiné vai pedir a Timor-Leste 200 militares para segurança das eleições gerais de 2027

todayAgosto 5, 2026 1227 3 1

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Díli, 5 de agosto de 2026 (RAFA.TL) – A Papua-Nova Guiné vai formalizar um pedido de 200 militares a Timor-Leste para ajudar a supervisionar as eleições gerais do país, no âmbito de um plano mais amplo para reunir uma força multinacional de segurança e observação eleitoral com mil efetivos.

Segundo a emissora neozelandesa RNZ Pacific, o primeiro-ministro da PNG, James Marape, afirmou que o pedido a Timor-Leste se insere numa estratégia que envolve ainda militares de Vanuatu, Fiji, Ilhas Salomão, Austrália e Nova Zelândia.

Segundo um comunicado do gabinete de Marape, as Ilhas Salomão já aceitaram integrar o destacamento.

“O apoio externo é vital para a nossa estratégia de alargar o tempo real de votação, permitindo aos nossos cidadãos um ambiente pacífico para escolherem os seus líderes”, afirmou Marape, citado no comunicado.

O primeiro-ministro reuniu-se na semana passada com o Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, à margem das celebrações do 46.º aniversário da independência de Vanuatu, em Port Vila.

Os dois líderes abordaram ainda o reforço da segurança regional, num encontro que contou também com a participação do primeiro-ministro de Vanuatu, Jotham Napat.

As eleições gerais na Papua-Nova Guiné têm sido marcadas por problemas persistentes ao longo de várias décadas, incluindo fraude eleitoral, erros nos cadernos de recenseamento, corrupção e violência durante os períodos de campanha, votação e contagem de votos.

Segundo o instituto norte-americano United States Institute of Peace, as eleições de 2017 provocaram mais de 200 mortes em confrontos, tornando-se conhecidas como uma das votações mais problemáticas da história do país, enquanto as de 2022 causaram pelo menos 50 mortes relacionadas com violência eleitoral, com a agitação a alastrar-se, pela primeira vez, para além da região montanhosa das Highlands, tradicionalmente a mais afetada.

Nas eleições de 2022, a Austrália, antiga potência colonial no território até 1975, destacou 130 militares e aeronaves de transporte para ajudar a garantir a segurança do processo eleitoral, que mobilizou cerca de dez mil agentes da polícia, forças armadas e serviços prisionais papua-neoguineenses.

Segundo analistas citados por diversos órgãos de informação, a proliferação de armas ilegais, forças policiais subfinanciadas e a politização dos aparelhos de segurança continuam a representar riscos para a realização de eleições livres, seguras e credíveis no país.

Segundo o comunicado do gabinete de Marape, deverá seguir-se em breve um documento de conselho de ministros para formalizar a estrutura das contribuições regionais para a segurança e observação eleitoral, antes do envio de cartas oficiais para assegurar o contingente.

O pedido de apoio a Timor-Leste surge num contexto de crescente cooperação militar e de segurança entre Díli e outros países do Pacífico, área em que as Forças Armadas timorenses têm procurado reforçar a sua participação em missões internacionais.

FIM

 

Escrito por RafaFM

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