Justiça e Crime

Tribunal aplica prisão preventiva a gerente e apresentações periódicas a 60 arguidos em caso de “scam call centre” em Tibar

todayJulho 1, 2026 32

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Díli, 01 de julho de 2026 (RAFA.TL) – O Tribunal Judicial de Primeira Instância de Díli (TJPID) decidiu, no âmbito do julgamento do primeiro interrogatório relativo à atividade ilícita de “scam call centre”, aplicar a medida de prisão preventiva a um arguido na qualidade de gerente e a medida de apresentações periódicas aos restantes 60 arguidos, que ficam ainda obrigados ao pagamento de uma caução de 2.500 dólares cada.

No dia 26 de junho de 2026, a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) realizou uma operação em que deteve 61 arguidos de nacionalidade indonésia na área de Tibar, por suspeita de desenvolverem atividade ilícita de “scam call centre” e jogo online.

No despacho proferido esta quarta-feira, dia 1 de julho de 2026, a juíza de turno Ersília de Jesus decidiu aplicar a medida de prisão preventiva ao arguido identificado como gerente ou gestor da atividade ilícita, tendo aplicado aos restantes 60 arguidos a medida de apresentações periódicas, associada ao pagamento de uma caução de 2.500 dólares por pessoa.

No âmbito da medida de apresentações periódicas, os 60 arguidos terão de se apresentar semanalmente na esquadra policial mais próxima da sua residência. O tribunal concedeu ainda um prazo de dez dias para o pagamento da caução fixada.

Após a leitura do despacho, o tribunal esclareceu os arguidos de que, caso não concordem com a decisão, podem recorrer para o Tribunal de Recurso, através dos respetivos advogados de defesa, no prazo de 30 dias.

O procurador Matias Soares, em representação do Ministério Público, pediu ao tribunal a aplicação da medida de prisão preventiva ao arguido na qualidade de gerente.

Já a defesa solicitou a aplicação da medida de apresentações periódicas e uma caução no valor de 10.000 dólares para o gestor.

O processo relativo aos 61 arguidos foi submetido ao tribunal pelo Ministério Público, através do procurador Matias Soares, deduzindo acusação por quatro crimes: associação criminosa, exploração ilícita de jogo, branqueamento de capitais e fraude fiscal.

O processo do primeiro interrogatório foi presidido pela juíza Ersília de Jesus, com o Ministério Público representado pelo procurador Matias Soares. Os 61 arguidos contaram com assistência legal dos advogados privados Benigno Guterres Gusmão e Octávio Cardoso.

 Jornalista: João Carlos/Editor: Vito Salvador

 

 

Escrito por RafaFM

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