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Díli, 24 de junho de 2026 (RAFA.TL) – O Secretário-Geral da FRETILIN, Mari Alkatiri, disse hoje que se deve transformar o momento de dor e luto pela morte de Francisco Guterres Lú-Olo numa “fonte de força” para continuar a trabalhar em prol do desenvolvimento nacional.
“Aproveitamos esta situação para transformar um momento de dor numa fonte de força. Espero que, com a ajuda de Deus, nos dê força, porque sabemos que ainda temos um longo caminho a percorrer juntos”, disse Mari Alkatiri em declarações aos jornalistas na residência do Farol onde hoje continua a decorrer o velório do ex-Presidente da República que era também presidente da FRETILIN.
Aos jornalistas Alkatiri recordou o seu último diálogo com Lú-Olo, e a promessa que fizeram entre si.
“Falo sempre com o Presidente, e ele disse que, enquanto estivermos juntos, trabalharemos, e se um de nós vá primeiro, quem ficar, continua a trabalhar”, recordou.
Alkatiri citou ainda a mensagem histórica do Presidente Nicolau Lobato, quando partiu para o estrangeiro: “Começamos juntos, continuamos nos nossos respetivos lugares, não podemos morrer juntos.”
Confrontado com o peso da responsabilidade no partido, Alkatiri admitiu: “Por vezes questiono-me, porque sou sempre eu que assumo essa responsabilidade, mas faço-o quando os militantes da FRETILIN me dão força e o povo me dá a sua confiança.”
Descreveu Lú-Olo como “uma pessoa transparente, que odeia a corrupção”, reforçando os valores que, segundo ele, a FRETILIN representa: “unir para transformar”.
Sobre o futuro Presidente da FRETILIN, Alkatiri disse que a decisão cabe ao partido.
“Não é uma decisão minha; a FRETILIN é uma organização. Eu vou presidir à Comissão Política Nacional e a Comissão Política Nacional é que decide o processo daqui para a frente, não sou eu que decido”, afirmou.
Alkatiri respondeu ainda às provocações que circularam online após a morte de Lú-Olo.
“A media acompanhou a minha posição nos últimos tempos. O mais importante é o povo, os quadros e militantes da FRETILIN. É isso que a FRETILIN representa”, afirmou.
“A comunicação social tem acompanhado as minhas recentes declarações e sabe que o meu apelo à união não é recente, mas algo que já fiz anteriormente. Tenho a plena consciência de que devemos levar avante o sonho dos mártires e dos heróis quando nos unimos para combater a pobreza e aliviar o sofrimento do povo, para que nós, a geração de 74/75, possamos deixar um legado, para que a nova geração possa seguir o nosso exemplo e progredir”, disse.
Jornalista: Mateus Romário da Silva Lopes
Escrito por RafaFM
SG FRETILIN considera que luto deve ser transformado em força para continuar trabalho
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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