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Vice-PM considera essencial ligar conhecimento científico às realidades do país

todayAgosto 25, 2026 46

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Díli, 25 de agosto de 2026 (RAFA) – O Vice-Primeiro-Ministro Francisco Kalbuadi Lay afirmou hoje que Timor-Leste tem de ligar o conhecimento científico às realidades do país para responder a desafios como a segurança alimentar, reiterando o empenho no reforço do capital humano nacional.

“O valor virá do que aprendermos, das relações que construirmos e do que pudermos fazer de diferente depois de hoje”, afirmou o Vice-Primeiro-Ministro, que também é Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos no arranque do segundo dia da Cimeira de Ciência para o Desenvolvimento, que decorre no Centro de Convenções de Díli.

Francisco Kalbuadi Lay recordou que, como país em desenvolvimento, Timor-Leste enfrenta “grandes desafios” na criação de oportunidades para os jovens, na melhoria da educação, da saúde e da segurança alimentar, e na diversificação da economia. “Ciência e tecnologia podem ajudar, mas só se ligarmos o conhecimento às nossas realidades”, disse.

O governante detalhou os esforços do Governo na formação de quadros timorenses no estrangeiro, através do Fundo de Desenvolvimento do Capital Humano (FDCH), que financia bolsas de estudo em universidades da ASEAN, de Portugal, do Brasil, de Moçambique e de outros países. Kalbuadi Lay referiu ainda acordos de cooperação bilateral com países como os Estados Unidos, a Austrália, a Nova Zelândia, o Japão e a Coreia do Sul, que financiam bolsas de mestrado e doutoramento em diversas áreas para estudantes timorenses talentosos.

Segundo o Vice-Primeiro-Ministro, o número de graduados e jovens profissionais formados através destes programas tem vindo a crescer, com muitos já a contribuir para o país em diferentes funções. “Este investimento em capital humano representa uma das bases mais importantes do desenvolvimento futuro de Timor-Leste”, afirmou.

Kalbuadi Lay alertou, no entanto, que o investimento em capital humano e educação tem de ser acompanhado pela capacidade do país de transformar conhecimento em soluções práticas para os desafios que enfrenta. Foi nesse contexto que apontou o valor das importações de bens em 2025 como um indicador preocupante. “Isto reflete um desafio contínuo de segurança alimentar e a necessidade de reforçar a produção nacional”, disse.

O governante deixou um conjunto de questões para reflexão ao longo do segundo dia da cimeira. “Que ideias podemos descobrir? Que capacidades precisamos de construir? Em que é que os peritos internacionais nos podem ajudar? Que parcerias podemos começar a forjar já hoje?”, questionou.

O discurso de Kalbuadi Lay abriu um dia intenso de sessões, que incluiu painéis sobre segurança e confiança digital, com Whitfield Diffie e Gilles Brassard, e sobre computação, inteligência artificial e desenvolvimento, com Richard Sutton, Jack Dongarra e Torsten Hoefler.

A astrofísica Sara Seager encerra a manhã com uma intervenção sobre o ensino da ciência em países em desenvolvimento.

Em paralelo, decorrem sessões dedicadas à agricultura, com Howard-Yana Shapiro na UCT, a negócios sustentáveis, com Leander Heldring no DIT, e a paz e cooperação regional, com David Beasley na UNTL.

A manhã fica também marcada pelo lançamento da tradução em tétum do livro “Why Nations Fail”, intitulada “Tanbasá Nasaun Sira Falla”, com a presença do autor e Nobel da Economia James Robinson, na Galeria Memória Viva.

A tarde do segundo dia inclui um diálogo com jovens sobre carreiras científicas, com a participação de Benjamin List, Yannis Ioannidis e Konstantin Novoselov, além de workshops sobre transformação agrícola em contextos frágeis e tradução de investigação em saúde.

A RAFA é parceira de media da cimeira e vai transmitir em direto, com tradução em tétum, todas as sessões do evento, além de garantir um acompanhamento noticioso detalhado.

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Escrito por RafaFM

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Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.

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