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Díli, 20 de junho de 2026 (RAFA.TL) – O vice-embaixador da Austrália em Timor-Leste, Ed Wilkinson, mostrou-se confiante antes do jogo entre a Austrália e os Estados Unidos, no Mundial 2026, e apelou à comunidade timorense para apoiar os Socceroos, lembrando os laços de vizinhança e amizade entre os dois países.
Em declarações à NTV antes do encontro, Wilkinson sublinhou o entusiasmo da comunidade australiana residente em Díli, que acompanhou de perto o arranque da seleção australiana no torneio.
“Ficámos muito satisfeitos com o bom resultado alcançado pela Austrália no primeiro jogo. Esperamos que a equipa dos Socceroos continue a progredir bem”, afirmou.
O diplomata destacou igualmente o ambiente vivido na capital timorense durante o Mundial, com bandeiras espalhadas pelas ruas e um entusiasmo generalizado da população.
“A Austrália e Timor-Leste são dois países que gostam muito de desporto”, disse, acrescentando que muitos timorenses “pensam na Austrália como um vizinho próximo e um amigo próximo” e deverão por isso apoiar os australianos.
Wilkinson referiu que australianos em Díli e noutros locais se reuniram em restaurantes, bares, cafés e casas para acompanhar o jogo, e deixou uma mensagem sobre a natureza multicultural da seleção.
“A equipa dos Socceroos inclui muitas pessoas de origens diferentes, e isso reflete bem a diversidade e a natureza multicultural da comunidade australiana”, salientou, encorajando “todos em Timor a apoiar a Austrália e a continuar a acreditar no seu sucesso”.
Recorde-se que a seleção australiana de futebol que disputa o Mundial 2026 tem um plantel de 26 jogadores oriundos de pelo menos 15 antecedentes culturais e étnicos, incluindo quatro antigos refugiados.
Um exemplo de diversidade que acaba por ganhar contornos políticos adicionais num momento de intensificação do discurso anti-imigração no país.
FIM
Escrito por RafaFM
Vice-embaixador australiano confia nos Socceroos e apela ao apoio timorense
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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