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Adis Abeba, 11 de junho de 2026 (RAFA.TL) – A participação recorde de dez seleções africanas no Mundial de 2026 mostra a resiliência e determinação dos jogadores do continente, segundo o presidente da Comissão da União Africana (UA), Mahmoud Ali Youssouf.
Em comunicado, Youssouf classificou a presença de dez seleções africanas como “um recorde histórico de participação”, que reflete “a ascensão contínua do futebol africano e o talento, a resiliência e a determinação dos seus jogadores”.
Endereçando felicitações e votos de sucesso às 10 equipas, o presidente da Comissão da UA, considerou que se trata de “um momento de orgulho continental, que une os africanos de todas as regiões em celebração e esperança partilhadas”.
Youssouf sublinhou ainda que o Mundial “continua a ser uma celebração global única, que junta nações e povos através do amor partilhado pelo futebol”, recordando que “o Mundial é onde o mundo se encontra em paz através do desporto”.
O responsável da UA afirmou também que o futebol africano “incorpora a força, a ambição e a promessa da juventude do continente”, sublinhando que as seleções “carregam não só as expectativas nacionais, mas também as aspirações de uma geração”.
A UA elogiou ainda a dedicação de jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos, apelando a que todas as equipas compitam “com excelência, disciplina, integridade e respeito pelo fair play”.
Esta é a primeira edição do Mundial disputada por 48 seleções, formato que permitiu à África alcançar um número recorde de representantes na fase final.
Estão apuradas Marrocos, Tunísia, Egipto, Argélia, Senegal, Gana, Costa do Marfim, Cabo Verde – que estreia presença em Mundiais -, África do Sul e República Democrática do Congo, esta última a confirmar a sua vaga apenas a 31 de março.
Entre as seleções com maiores expectativas de êxito destaca-se Marrocos, que alcançou as meias-finais do Mundial do Qatar em 2022 – a melhor campanha de sempre de uma seleção africana – e chega a esta edição reforçada por essa experiência.
Senegal e Tunísia, presentes na última edição, surgem também como dos principais candidatos do continente a uma passagem à fase a eliminar, enquanto o Egipto, com Mohamed Salah, e a Costa do Marfim, atual campeã africana de nações, procuram igualmente repetir ou melhorar percursos anteriores.
Já a Argélia, que regressa a um Mundial 12 anos depois da última participação (2014, oitavos-de-final), e o Gana, surgem como seleções em ascensão.
Cabo Verde e a República Democrática do Congo vivem a sua estreia ou regresso após longas ausências, enquanto a África do Sul procura, pela primeira vez na história, alcançar a fase eliminatória do torneio.
Ao longo da fase de grupos, as seleções africanas vão defrontar algumas das principais potências do futebol mundial, incluindo Brasil, Argentina, Espanha, Inglaterra, Alemanha e Portugal.
FIM
Escrito por RafaFM
União Africana deseja sucesso às dez seleções africanas no Mundial 2026
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