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Trump interveio junto da FIFA para levantar suspensão de Balogun no Mundial

todayJulho 6, 2026 32

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Washington, 06 de julho de 2026 (RAFA.TL) – O presidente norte-americano, Donald Trump, interveio junto da FIFA a favor do avançado norte-americano Folarin Balogun, cuja suspensão por expulsão foi levantada, podendo assim participar no jogo dos oitavos-de-final do Mundial de futebol frente à Bélgica, na terça-feira.

Balogun, melhor marcador da seleção norte-americana com três golos na prova, tinha sido expulso na quinta-feira, na vitória por 2-0 sobre a Bósnia e Herzegovina, nos 16-avos, após pisar de forma acidental o tornozelo direito do jogador bósnio Tarik Muharemović, o que desencadeou uma suspensão automática de um jogo.

A FIFA anunciou, no domingo, que a suspensão tinha sido levantada para o encontro com a Bélgica, numa decisão extraordinária que suscitou elogios de Trump e indignação por parte da selecção belga.

Trata-se da primeira vez, desde 1962, que um cartão vermelho mostrado durante um Mundial não resulta em suspensão efetiva.

De acordo com uma fonte próxima do processo, citada pela AP, Trump terá telefonado ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, após o jogo, solicitando a revisão do cartão vermelho. “Obrigado à FIFA por fazer o que estava certo, e por reverter uma grande injustiça!”, escreveu Trump numa rede social.

A Federação Real Belga de Futebol (RBFA) manifestou “espanto” com a decisão.

“A federação belga não se defende a si própria, defende o futebol em geral, defende a sua integridade, a sua ética. Penso que é a primeira vez na história do Mundial que existe este tipo de decisão”, afirmou Garcia, recusando-se a comentar uma eventual contestação junto do Tribunal Arbitral do Desporto ou a hipótese de a intervenção de Trump ter influenciado a FIFA.

A RBFA indicou estar “a analisar todas as opções possíveis” para salvaguardar os direitos das restantes seleções e os princípios da equidade desportiva.

O cartão vermelho a Balogun foi uma das decisões mais controversas do torneio: o árbitro brasileiro Raphael Claus não assinalou falta grave de imediato, tendo mostrado o cartão apenas após revisão de vídeo.

Segundo Christian Pulisic, colega de seleção do avançado, “não houve qualquer intenção” no lance.

A FIFA justificou a decisão com base no artigo 27 do regulamento do seu comité disciplinar, que permite a suspensão condicional de sanções disciplinares, sujeitando o jogador a um período probatório – neste caso, de um ano – findo o qual a sanção poderá ser reativada em caso de nova infração semelhante.

O selecionador norte-americano, Mauricio Pochettino, saudou a decisão da FIFA, considerando que a equipa “já tinha sido suficientemente penalizada” ao jogar 30 minutos em inferioridade numérica frente à Bósnia e Herzegovina.

A secisão da FIFA relativa a Balogun constitui o primeiro caso, desde a introdução da suspensão automática por cartão vermelho, em que uma expulsão é revertida a meio de um Mundial.

O precedente mais próxima remonta a 1962, no Chile, quando o brasileiro Garrincha foi expulso na meia-final frente ao país anfitrião, por pontapear um adversário chileno, mas viu a sua suspensão ser anulada pelo comité disciplinar da FIFA, tendo disputado – e vencido – a final frente à Checoslováquia.

Nessa época, não existia ainda suspensão automática por cartão vermelho, cabendo ao comité disciplinar decidir caso a caso, com base no testemunho dos árbitros. O processo ficou marcado por alegações de pressão diplomática dos governos do Chile e do Uruguai, bem como pelo desaparecimento do juiz-linha uruguaio Esteban Marino, cujo testemunho seria determinante para a eventual suspensão de Garrincha, e que terá abandonado o país antes da audiência do comité disciplinar.

Desde a introdução da suspensão automática, apenas dois outros casos se aproximaram de uma situação de indulgência: o brasileiro Ronaldinho, expulso em 2002, cumpriu apenas a suspensão de um jogo prevista, apesar da gravidade do lance poder justificar uma pena mais longa.

O português Cristiano Ronaldo viu a aplicação de uma suspensão por expulsão num jogo de qualificação, em 2025, ser diferida para permitir a sua participação no início do Mundial de 2026 – à semelhança do que sucedera anteriormente com o argentino Nicolás Otamendi e o equatoriano Moisés Caicedo, cujas suspensões por expulsões em jogos de qualificação também foram adiadas para os respetivos jogos de qualificação seguintes, permitindo-lhes estar disponíveis para a estreia das suas seleções no Mundial.

FIM

 

Escrito por RafaFM

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