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Timor-Leste prepara-se para futuras pandemias reforçando a capacidade nacional

todaySetembro 26, 2026 10

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Nova Iorque, 26 de setembro de 2026 (RAFA) — A preparação para futuras pandemias exige instituições nacionais fortes, deteção precoce de doenças e serviços de saúde capazes de continuar a funcionar durante as emergências, defendeu a Ministra da Saúde de Timor-Leste, Élia Amaral, perante a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Durante a reunião de alto nível sobre prevenção, preparação e resposta a pandemias, a ministra destacou a formação de 40 profissionais de saúde em epidemiologia, concluída em junho de 2025 pelo Instituto Nacional de Saúde Pública, com o apoio de parceiros internacionais.

“Adquiriram competências para identificar padrões incomuns de doenças, investigar surtos e orientar uma resposta rápida”, afirmou Élia Amaral.

Segundo a ministra, o próximo desafio é transformar esta formação numa capacidade de resposta permanente no terreno.

“A nossa próxima tarefa é transformar estas competências em serviços de saúde”, disse a ministra.

Para reforçar a preparação nacional, Élia Amaral destacou a necessidade de avançar simultaneamente nas diferentes áreas do sistema de saúde.

“Laboratórios mais robustos, notificação comunitária e coordenação de emergência devem caminhar juntos”, afirmou, acrescentando que esta preparação deve ser acompanhada pela proteção dos profissionais de saúde.

A ministra defendeu ainda que os serviços essenciais não podem ser interrompidos durante uma crise sanitária, incluindo a vacinação, a assistência médica e o tratamento de doenças crónicas.

“A assistência médica, a imunização e o tratamento de doenças crónicas devem continuar durante as emergências”, declarou.

A preparação para futuras pandemias, segundo a ministra, não se deve limitar às instituições de saúde. A população deve também participar na definição dos planos e na comunicação pública.

“Os jovens, os idosos e as pessoas com deficiência devem ajudar a definir os planos e tornar a informação pública acessível”, argumentou.

Élia Amaral acrescentou que as instituições governamentais, os profissionais de saúde e as comunidades têm, cada um, a sua responsabilidade na implementação destes planos.

“Todos têm um papel a desempenhar na concretização destes planos”, afirmou.

Timor-Leste reiterou o seu apoio ao Regulamento Sanitário Internacional e ao trabalho multilateral relacionado com o Acordo sobre Pandemias da Organização Mundial de Saúde, em conformidade com as políticas nacionais.

A ministra destacou ainda a abordagem da Saúde Única, que integra a saúde humana, animal, vegetal e ambiental para identificar riscos antes que se tornem grandes ameaças.

“A abordagem da Saúde Única interliga a saúde humana, animal, vegetal e ambiental para identificar os riscos antes que se manifestem”, afirmou.

A representante timorense apelou ainda ao reforço das parcerias internacionais, incluindo intercâmbios profissionais, exercícios conjuntos e assistência mútua.

Élia Amaral defendeu ainda uma maior partilha de informação, desde que acompanhada de salvaguardas adequadas, bem como o acesso equitativo à investigação e inovação.

“As vacinas, os diagnósticos e os tratamentos devem chegar aos países de acordo com as necessidades de saúde pública”, afirmou.

Para a ministra, o sucesso da preparação para futuras pandemias devem ser medido pela capacidade dos sistemas de saúde para detectar rapidamente novas ameaças, responder eficazmente e garantir cuidados essenciais à população.

“A nossa medida de progresso deve ser a deteção precoce, uma resposta eficaz e cuidados essenciais em que as pessoas possam confiar, geração após geração”, concluiu.

Jornalista: Miguel Caldas

Escrito por RafaFM

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