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O Secretário de Estado da Arte e Cultura (SEAK), Jorge Soares Cristovão, presidiu quinta-feira à abertura oficial do Pavilhão de Timor-Leste na 61.ª Bienal de Arte de Veneza, em Itália.
VENEZA, 8 de maio de 2026 (RAFA.TL) – O Secretário de Estado da Arte e Cultura (SEAK), Jorge Soares Cristovão, presidiu quinta-feira à abertura oficial do Pavilhão de Timor-Leste na 61.ª Bienal de Arte de Veneza, em Itália, com um projeto que representa memória e identidade cultura.
A participação timorense, que tem como projeto curatorial “Across Words”, visa promover e valorizar a identidade cultural nacional através da Exposição Internacional de Arte Contemporânea.
A cerimónia de abertura contou com a presença do Presidente da Comissão G do Parlamento Nacional, responsável pelos pelouros da Educação, Juventude, Desporto e Cultura, Armando dos Santos Lopes, e do Secretário da mesma comissão, Mateus da Cruz.
Integraram ainda a delegação a Embaixadora Timor-Leste junto da Bélgica e da União Europeia, Lurdes Bessa, e a Embaixadora junto da Santa Sé, Chloé Tilman.
O programa artístico do pavilhão, sediado no Arsenale, reúne três criadores de gerações distintas, com curadoria da italiana Loredana Pazzini Paracciani, especialista em arte do Sudeste Asiático.
A artista Verónica Pereira Maia apresenta “Tais Don”, obra que combina música tradicional timorense com influências culturais da ASEAN, e que integra cinco painéis do tecido tradicional tais em homenagem às vítimas do massacre de Santa Cruz de 1991.
Os artistas Etson Caminha e Juventino Madeira apresentam instalações de vídeo-mapping dedicadas à cultura e identidade timorense – respetivamente “CUALE (Flow)” e “Fraze ne’ebé seidauk hotu (An Unfinished Sentence)” -, percorrendo a polifonia de línguas e formas comunicativas do país.
A presença de 2026 é apenas a segunda de Timor-Leste na história do certame veneziano.
Na 60.ª Bienal, em abril de 2024, o país fez a sua estreia histórica com o projeto “Kiss and Don’t Tell” (Rei, Maibé Labele Ko’alia), da artista Maria Madeira, apresentado no Spazio Ravà, no bairro de San Polo, junto ao Canal Grande.
A participação inaugural coincidiu com o 25.º aniversário da independência do país e inseriu-se no tema geral “Stranieri Ovunque – Foreigners Everywhere”, sob curadoria do brasileiro Adriano Pedrosa.
A obra, que fundiu tais, terra vermelha e testemunho pessoal sobre o trauma da ocupação, foi amplamente elogiada pela crítica internacional.
Na sequência do sucesso dessa estreia, o comissário Jorge Soares Cristovão nomeou Loredana Pazzini Paracciani para conduzir a segunda presença timorense em Veneza, salientando que a curadora “traz uma vasta experiência em exposições de arte contemporânea de nível mundial e um compromisso permanente com a voz e o ponto de vista dos artistas asiáticos”.
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Escrito por RafaFM
Timor-Leste inaugura pavilhão na 61.ª Bienal de Veneza com obras sobre memória e identidade cultural
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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