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Timor-Leste entre países do Pacífico que participa em formação de capacetes azuis da ONU em Brisbane

todayAgosto 5, 2026 26

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Díli, 5 de agosto de 2026 (RAFA.TL) – Cinquenta agentes policiais de dez países do Pacífico, incluindo Timor-Leste, iniciaram em Brisbane, na Austrália, formação para se tornarem polícias de manutenção de paz das Nações Unidas, no âmbito da segunda edição do programa Pacific Policing Initiative.

A nova turma, recebida na sede de última geração da Polícia Federal Australiana (AFP) em Pinkenba, integra homens e mulheres do Fiji, Kiribati, Nauru, Papua-Nova Guiné, Timor-Leste, Tonga, Tuvalu, Samoa, Ilhas Salomão e Vanuatu, que vão receber formação ao longo das próximas cinco semanas para se tornarem polícias das Nações Unidas prontos para missão.

A iniciativa da AFP, que conta com quatro agentes australianos como formadores, foi desenhada especificamente para a região do Pacífico e aborda, além dos princípios da manutenção de paz das Nações Unidas, temas como proteção da infância, exploração e abuso sexual, policiamento orientado por informações, políticas de diligência em direitos humanos e comando policial em contexto das Nações Unidas.

O programa foi desenvolvido pela AFP em conjunto com as Nações Unidas, a pedido expresso dos chefes de polícia do Pacífico.

A comissária da AFP, Krissy Barrett, afirmou na cimeira deste mês dos Chefes de Polícia das Nações Unidas, em Nova Iorque, que o curso oferece um modelo de formação “adequado ao propósito”, mais rápido, ágil e especializado do que qualquer programa anterior.

Barrett, que lançou a formação na segunda-feira junto com o conselheiro policial das Nações Unidas Faisal Shahkar, recordou ter sido destacada para as Ilhas Salomão em 2003, aos 23 anos, experiência que, segundo disse, “ajudou a moldar a comissária que sou hoje” e continua a orientar a sua visão sobre como melhorar as missões de manutenção de paz das Nações Unidas.

A primeira edição do curso, com uma taxa de aprovação de 73 por cento e mais de 40 por cento de representação feminina, permitiu já o destacamento de diplomados para zonas de conflito grave, incluindo o Sudão do Sul.

O programa prevê uma terceira edição no início de 2027, além de um curso separado, ainda este ano, para formação e certificação de instrutores do Pacífico.

O subsecretário-geral das Nações Unidas para as Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, saudou os formandos e considerou que o compromisso da Austrália demonstra apoio às operações de paz das Nações Unidas e confiança no papel da polícia na manutenção da paz e segurança internacionais.

“A polícia das Nações Unidas é cada vez mais chamada a operar em ambientes complexos, marcados por crime organizado transnacional, terrorismo, crime ambiental, ameaças cibernéticas, violência comunitária e transições políticas frágeis”, afirmou, acrescentando que as missões precisam de respostas “mais ágeis, especializadas e integradas”, com recursos limitados, exigindo agentes com competência técnica, discernimento, integridade, adaptabilidade e liderança.

Os agentes em formação vão viver em Pinkenba junto com membros do Pacific Police Support Group, um contingente multinacional destinado a apoiar grandes eventos e resposta a crises na região do Pacífico, que será destacado no final do mês para apoiar a 55.ª cimeira do Fórum das Ilhas do Pacífico, a decorrer no Palau.

Cerca de seis mil polícias das Nações Unidas, de 94 países, ajudam a promover a paz e a segurança internacionais em países e territórios em conflito, pós-conflito ou crise, reforçando a segurança através de policiamento de proximidade e apoiando os serviços policiais locais a cumprir normas internacionais de direitos humanos.

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Escrito por RafaFM

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