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Situação da Guiné-Bissau vai ser discutida na cimeira da CPLP em Díli

todayAgosto 11, 2026 110

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Díli, 11 de agosto de 2026 (RAFA) – A situação política da Guiné-Bissau vai ser um dos principais temas da cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, a realizar em Díli, durante a cimeira sediada em Timor-Leste.

O anúncio foi feito esta terça-feira pelo Coordenador Geral da Comissão para a Presidência rotativa da CPLP, Joaquim Fernandes, no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MNEC).

“Analisaremos também a situação do povo irmão, a Guiné-Bissau. Sabemos porque a presidência da CPLP passou para Timor-Leste, devido ao golpe de Estado ocorrido naquele país”, afirmou.

Segundo Joaquim Fernandes, nesta  conferência ordinária, vai analisar pela primeira vez a crise que suspende o Guiné-Bissau de todas as atividades.

“Esta situação levou os Chefes de Estado a conferir poderes a Timor-Leste e aos dois Estados-membros, Angola e São Tomé e Príncipe, para continuarem o diálogo de forma a que o país possa regressar à sua ordem constitucional”, explicou.

Timor-Leste inicia já esta semana o calendário oficial da presidência da CPLP, com encontros agendados entre 13 e 19 de agosto.

A programação abre nos dias 13 e 14 com o Seminário dos Pontos Focais Setoriais Nacionais de Timor-Leste. De seguida, nos dias 15 e 16, acontece a 52.ª Reunião dos Pontos Focais de Cooperação da CPLP.

No dia 17 está prevista uma sessão técnica do Comité de Concertação Permanente. Já no dia 18 realiza-se a 294.ª Reunião Ordinária do Comité, responsável por preparar os documentos que serão submetidos aos ministros.

Os trabalhos concluem no dia 19 com o Conselho de Ministros da CPLP. A abertura fica a cargo do Primeiro-Ministro Xanana Gusmão e a condução da reunião ministerial será feita pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Bendito dos Santos Freitas.

Na agenda está também a elaboração da Agenda Estratégica da CPLP 2027-2033. Os Estados-membros vão ainda discutir cooperação económica e empresarial, proteção social, mobilidade e consolidação do Estado de Direito Democrático.

Para o seu mandato, Timor-Leste elegeu como áreas prioritárias a mobilidade, juventude, educação, promoção da língua portuguesa, transição digital, segurança alimentar, combate às mudanças climáticas e governação dos oceanos.

O responsável destacou que se trata de “uma grande responsabilidade que Timor-Leste assume, estando na linha da frente da coordenação”.

“Existem vários desafios, como todos sabemos, mas o poder que os Chefes de Estado e de Governo conferiram a Timor-Leste será assumido com responsabilidade e dedicação. E sabemos que, trabalhando em conjunto com os outros Estados-membros, parceiros de desenvolvimento e outros, acredito que se poderá alcançar um excelente resultado”, concluiu.

Jornalista: Mateus Romário

Escrito por RafaFM

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