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Secretário-Geral da RENETIL apela aos companheiros na organização no Governo para manterem independência de pensamento e espírito crítico

todayJulho 19, 2026 63

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Díli, 19 de julho de 2026 (RAFA.TL)- O Secretário-Geral da Resistência Nacional dos Estudantes de Timor-Leste (RENETIL), defendeu este fim-de-semana que os antigos membros da organização que atualmente ocupam cargos no Governo e noutras instituições do Estado devem manter a independência de pensamento e o pensamento crítico.

Numa intervenção no congresso da RENETIL, Joaquim Russuo Fonseca apelou a que coloquem as suas competências ao serviço da melhoria das condições de vida da população.

As declarações foram feitas durante o IX Congresso Nacional da RENETIL, onde Fonseca recordou que integra a organização há mais de 30 anos e que, apesar de muitos acreditarem que a RENETIL deixaria de existir após a restauração da independência, a organização mantém-se ativa.

Segundo Joaquim Fonseca, a missão da RENETIL não terminou com a libertação da pátria, uma vez que a independência política deve ser acompanhada pela libertação do povo e pela melhoria do seu nível de vida.

“O que a RENETIL fez no passado deve ser conhecido pelas novas gerações. Os jovens e os membros precisam de compreender os princípios que orientam a organização”, afirmou.

O Secretário-Geral defendeu ainda que a RENETIL deve continuar a ser um espaço de ideias revolucionárias e de promoção do patriotismo, através de congressos e do diálogo com os diferentes grupos da sociedade. Acrescentou que embora nem todos os timorenses façam parte da organização, podem identificar-se com os seus princípios e valores.

Joaquim Fonseca recordou que vários ex-membros da RENETIL ocupam atualmente cargos no governo. No entanto, considerou que alguns colegas ainda dependem excessivamente das estruturas partidárias.

“Queremos incentivá-los, não a serem rebeldes, mas a desenvolverem o pensamento crítico. Os membros da RENETIL que estão no governo devem pensar de forma independente, distinguir o certo do errado e usar as competências dos cargos que ocupam para melhorar a vida da população”, concluiu.

Ao analisar o mandato atual, que já dura há mais de três anos, Joaquim Fonseca reconheceu que os problemas nacionais são complexos e não podem ser resolvidos num curto espaço de tempo.

Contudo, enfatizou que a RENETIL procura chamar a atenção do público para questões relacionadas com os setores da saúde e da justiça, além de instar o Governo a adoptar medidas para resolver diversos problemas nacionais.

O dirigente referiu ainda que a organização se opõe à proposta de criminalização da difamação, argumentando que a iniciativa contradiz princípios fundamentais de Timor-Leste, pelo que apelou ao Parlamento Nacional para que abandone a proposta.

No final da sua intervenção, Joaquim Fonseca apelou aos membros da RENETIL e à sociedade para continuarem a contribuir para o fortalecimento da organização, manifestando a expectativa de que o IX Congresso Nacional apresente recomendações que possam contribuir para o bem-estar da população e para o desenvolvimento de Timor-Leste.

Jornalista: Miguel Caldas

 

Escrito por RafaFM

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