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Díli, 23 de junho de 2026 (RAFA.TL) – O caixão com os restos mortais de Francisco Guterres Lú-Olo foi hoje recebido no aeroporto de Dili com uma guarda de honra das Forças de Defesa de Timor-Leste (FDTL) e muita emoção e lágrimas, marcando o arranque de vários dias de cerimónias oficiais.
A viúva, os filhos desceram do avião da AeroDili primeiro, acompanhados do secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, sendo recebidos com choro, e muita emoção por várias dezenas de pessoas, incluindo familiares e amigos.
Virados para o avião e à frente da guarda de honra das Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) aguardaram, em momentos de grande emoção, e depois de silêncio, enquanto o caixão era retirado do avião fretado de propósito para trazer o corpo do ex-Presidente da República de Kuala Lumpur, onde morreu no domingo.
Transportado por oito militares, o caixão percorreu depois lentamente o percurso entre o avião e o aeroporto, em momentos marcados por choro e emoção.
Logo à saída da pista vários líderes nacionais incluindo companheiros de luta de Francisco Guterres Lú-Olo durante os quase 25 anos que lutou contra a ocupação indonésia, entre eles o comandante das F-FDTL, o ex-Presidente Taur Matan Ruak e outros.
O caixão foi depois carregado num carro e transportado lentamente, com escolta policial de vários batedores, ao longo de uma lenta viagem pelas ruas de Díli até à residência da família no bairro do Farol.
Ao longo do percurso, dos dois lados da estrada, dezenas de milhares de pessoas, alguns em oração, outros a gritar Vivas, ao ex-Presidente da República, à Fretilin, a grande maioria em silêncio.
A coluna fúnebre chegou à residência no Farol cerca das 09.00 locais onde, depois a família voltou a ser recebida com grande emoção por uma multidão ali concentrada há longas horas.
Coberto por uma bandeira de Timor-Leste o caixão com o cadáver de Lú-Olo deu finalmente entrada na casa onde foi colocado numa mesa, coberta com tecido branco.
Atrás as três bandeiras que o ex-chefe de Estado serviu: a da Fretilin, a das FALINTIL e a de Timor-Leste.
As cerimónias fúnebres decorrem ao longo da semana.
FIM
Escrito por RafaFM
Restos mortais de Francisco Guterres Lú-Olo recebidos com emoção e guarda de honra
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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