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Prezidente Repúblika, José Ramos-Horta halo inspesaun parada militár iha serimonia aniversáriu FALINTIL ba dala-50 iha Tasi-Tolu, Dili, Kuarta (20/08/2025). Imajen/Rafa.tl
Díli, 15 de setembro de 2026 (RAFA) – O Presidente da República propôs hoje a criação de unidades navais conjuntas com a Austrália e a Indonésia, com bases rotativas em cada país, para reforçar a segurança marítima de Timor-Leste.
Intervindo na Sessão Solene de Abertura da 4ª sessão legislativa da VI legislatura do Parlamento Nacional, em Díli, José Ramos-Horta abordou as prioridades de defesa e segurança da sua Presidência, recordando que colocou este tema “entre as prioridades desta Presidência” logo em 2022.
“A segurança marítima assume importância crescente para Timor-Leste”, disse, defendendo o reforço da “vigilância e proteção das nossas águas”, o combate à pesca ilegal e a proteção dos recursos marinhos, “em especial com os nossos países vizinhos, a Austrália e a Indonésia”.
O chefe de Estado sublinhou que nenhuma estratégia de segurança marítima “será eficaz sem uma componente aérea, apoiada com veículos aéreos tripulados, ou com drones de longa autonomia e armadas com instrumentos letais e não letais”.
E defendeu que essa estratégia “será idealmente uma ativamente celebrada com a Austrália e a Indonésia”.
“Recomendo: criação de unidades navais especiais Timorenses e Australianos, treinados em Timor-Leste e/ou na Austrália.”
Segundo o Presidente, “cada país teria uma pequena unidade naval em homens/mulheres baseada rotativamente na base marítima do outro país”, com patrulhamento conjunto “sempre em conjunto com a frequência necessária e sustentável”.
“Apraz-me saber que alguns Timorenses já frequentaram cursos de formação na Austrália e em Timor-Leste”, acrescentou, precisando que a dimensão da força “deve ser criteriosamente avaliada”. O mesmo modelo de cooperação, disse, “seria negociado com a Indonésia”.
O chefe de Estado alertou ainda para os riscos das novas tecnologias.
“As novas tecnologias criam novas vulnerabilidades. Precisamos reforçar a cibersegurança, a proteção das infraestruturas críticas e a capacidade do Estado para responder a ameaças digitais”, destacou.
E relacionou este ponto a uma visão mais ampla de autossuficiência nacional.
“A soberania deve ser entendida de forma mais ampla, promovendo a produção e a competitividade nacional, de modo a sermos mais resilientes e autossuficientes.”
Jornalista: António Sampaio
Escrito por RafaFM
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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