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PST apela ao respeito pela dignidade dos líderes e critica intervenções parlamentares

todayMaio 4, 2026 47 2 5

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Díli, 4 de maio de 2026 (RAFA.tl) – O Partido Socialista de Timor (PST) apelou ao respeito pela dignidade dos líderes nacionais e criticou intervenções parlamentares recentes, considerando que “pouco ou nada contribuíram para a consolidação da democracia”.

Num comunicado de imprensa, o PST considera que essas declarações não contribuem para a “cimentação de valores fundamentais, da ética política e cultural timorense”.

O comunicado, assinado pelo Bureau Político do V Comité Central, surge num contexto de tensão política marcado por debates parlamentares que o partido acompanhou “muito de perto” nas últimas semanas.

No texto o PST apela a que “seja respeitada a dignidade de todos os líderes que denodadamente contribuíram para a libertação da Pátria”, bem como a que todas as afirmações públicas, campanhas políticas e intervenções no Parlamento Nacional “estejam firmadas na ética, na moral e no respeito pela dignidade da pessoa humana”.

O partido invoca ainda o princípio da presunção da inocência, alertando que declarações “apenas baseadas em rumores, sem fundamento legal e sem evidências comprovadas em tribunal” prejudicam “a consolidação da liberdade e o desenvolvimento da democracia”.

Na mesma linha, defende que “quem não investiga não tem direito à fala” deve servir de princípio orientador das intervenções políticas.

O comunicado expressa apoio explícito ao Presidente da República, José Ramos-Horta, nomeadamente nas matérias de concessão de passaportes e nomeação de diplomatas e cônsules honorários, competências que o PST considera protegidas pela Constituição da República Democrática de Timor-Leste – numa referência às polémicas que têm rodeado estas iniciativas presidenciais.

O PST sublinha que “respeitar o Chefe do Estado e o Chefe do Governo, na actual conjuntura e no processo da consolidação da democracia do Estado, é obrigação de todos os cidadãos e forças políticas”, advertindo que desacreditar os líderes “é similar a estarmos a cultivar uma prática que irá danificar os nossos valores, a nossa cultura, como Povo e Nação”.

Com eleições presidenciais a aproximar-se, o partido reconhece ser “normal haver campanhas pré-eleitorais”, mas exorta a que eventuais contestatários dos dirigentes do Estado se abstenham de “produzir declarações avulsas” que violem princípios constitucionais.

O documento foi assinado pelo presidente do partido, Avelino Coelho da Silva (Shalar Kosi), e pelo secretário-geral, M. Azancot de Menezes (Matebian).

FIM

 

Escrito por RafaFM

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