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Díli, 14 abril 2026 (RAFA.tl) – O preço da gasolina pode variar até 13% entre postos de combustível em Díli, revela um levantamento efetuado pela TANE Konsumidor, a Associação Timorense para a Defesa do Consumidor em 23 gasolineiras em diferentes bairros da capital timorense.
A análise foi feita com base na verificação de preços a 09 de abril, que confirma variações significativas em preços dependendo da gasolineira.
Apesar dessa variação de preços, a organização pede uma “intervenção urgente” das autoridades para travar o que considera ser “um mercado sem concorrência saudável nem transparência suficiente”.
Os dados recolhidos mostram que a gasolina oscila entre 1,33 e 1,50 dólares por litro – uma variação de 17 cêntimos, ou 12,8%.
No gasóleo, a diferença é ainda mais acentuada em termos absolutos: entre 1,45 e 1,65 dólares por litro, uma margem de 20 cêntimos, equivalente a 13,8%.
Para um consumidor que abastece 20 litros de gasolina, a diferença entre o posto mais barato e o mais caro representa 3,40 dólares adicionais por visita.
Para um motorista de que abastece diariamente ou em dias alternados, essa diferença pode ascender a mais de 50 dólares por mês.
No gasóleo, que é utilizado maioritariamente por veículos pesados, geradores e equipamentos industriais, a diferença de 20 cêntimos por litro tem um impacto ainda maior nos operadores de maior consumo.
A gasolina mais barata da cidade encontra-se em dois postos da ETO, o Mira Mar (ETO) Fuel, em Fatuhada, e o ETO Fuel, em Balide, ambos a praticar 1,33 dólares por litro.
No gasóleo, estes dois postos oferecem também os preços mais competitivos: 1,45 dólares por litro no Mira Mar (ETO) Fuel de Fatuhada e igualmente 1,45 no ETO Fuel de Balide.
O terceiro preço mais baixo na gasolina pertence à Realistic Fuel, presente em três localizações – Becora, Manleuana e Matodoru -, todas a 1,39 dólares por litro de gasolina e 1,47 dólares de gasóleo.
A Mekar Fuel, em Luru-Mata, ocupa também uma posição favorável, a 1,40 dólares na gasolina e 1,55 no gasóleo. A East Gas Fuel, em Bidau, com 1,48 na gasolina e 1,59 no gasóleo, surge como a opção mais competitiva entre os postos situados na zona costeira oriental da cidade.
No extremo oposto, sete postos cobram 1,50 dólares por litro de gasolina – o preço máximo registado no levantamento -, todos praticando simultaneamente o gasóleo ao preço máximo de 1,65 dólares.
São eles o Belak Fuel, no Fomento; Carrier Fuel, em Metiaut; Pertamina Internacional Fuel, em Bebora; CDFG Fuel, em Becora e Super Fuel, Chongti Fuel e Kuluhun Fuel, todos em Kuluhun
Um dado de relevo é a presença da Pertamina Internacional Fuel – ligada ao grupo petrolífero estatal indonésio Pertamina -, em Bebora, a praticar os preços máximos do levantamento: 1,50 dólares na gasolina e 1,65 no gasóleo.
A análise geográfica dos dados revela um padrão tendencial: os postos situados nas zonas mais centrais e a oeste da cidade – Fomento, Metiaut, Kuluhun, Bebora – tendem a praticar preços mais elevados, enquanto as áreas de Fatuhada, Balide e Becora apresentam maior competitividade.
A TANE destaca explicitamente Fatuhada e Balide como as zonas com preços “mais competitivos” de Díli.
O preço médio da gasolina situou-se em aproximadamente 1,43 dólares por litro e o do gasóleo em cerca de 1,58 dólares, segundo os cálculos da TANE.
Estes valores médios situam-se sensivelmente a meio da amplitude registada, sugerindo uma distribuição relativamente dispersa dos preços e a ausência de um preço de referência dominante que discipline o mercado.
O comunicado da TANE sublinha que o combustível é um produto essencial e que a falta de informação clara sobre os preços praticados em cada posto torna difícil para os consumidores tomarem decisões racionais.
Os operadores de transportes coletivos – que constituem a espinha dorsal da mobilidade urbana em Díli – são identificados pela associação como um dos grupos mais afetados, dado que operam com margens estreitas e dependem diretamente do preço do combustível para determinar as suas tarifas e viabilidade económica.
A TANE dirige quatro recomendações concretas às autoridades timorenses. Em primeiro lugar, pede o estabelecimento de um sistema formal de monitorização e reporte de preços de combustível, com cobertura nacional e atualização regular.
Em segundo, exige maior transparência de mercado, incluindo a publicação semanal dos preços praticados em cada posto, à semelhança do que existe em vários países da região.
Em terceiro, reclama o reforço da fiscalização para garantir concorrência justa e evitar práticas concertadas de fixação de preços e, finalmente, apela à promoção da consciencialização dos consumidores sobre as diferenças de preço existentes.
FIM
Escrito por RafaFM
Preços de combustíveis variam até 13% em gasolineiras na cidade segundo TANE Timor
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