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Singapura, 23 setembro 2026 (RAFA) – O preço do petróleo Brent caiu abaixo dos 100 dólares norte-americanos por barril, o nível mais baixo em duas semanas, após a Arábia Saudita ter aumentado as exportações através do Estreito de Ormuz e face a sinais de possível avanço diplomático com o Irão.
O Brent, referência internacional, desceu para 98,47 dólares, uma quebra de 1,87% face ao dia anterior, prolongando quatro sessões consecutivas de perdas.
O crude WTI, referência dos Estados Unidos, seguiu a mesma tendência, recuando para cerca de 95,59 dólares na sessão de segunda-feira, uma descida de 4,69%.
A queda surge depois de a Arábia Saudita ter começado a redirecionar exportações para o Estreito de Ormuz, na sequência da reativação do oleoduto East-West, encerrado após ataques com drones no início do mês.
Segundo a agência Bloomberg, imagens de satélite mostraram o maior número de petroleiros nos terminais sauditas do Golfo desde junho.
O mercado reagiu ainda a notícias avançadas pela agência japonesa Kyodo News, segundo as quais o Irão propôs reabrir o Estreito de Ormuz no prazo de sete dias caso os Estados Unidos levantem o bloqueio às exportações iranianas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse na Assembleia-Geral das Nações Unidas acreditar que um acordo com Teerão será alcançado após as eleições intercalares norte-americanas de novembro.
A descida surge após quase sete meses de conflito no Médio Oriente que levaram os preços do petróleo a ultrapassar os 140 dólares por barril em vários momentos de 2026, com o Estreito de Ormuz – por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo – praticamente encerrado ao tráfego comercial durante largos períodos.
No sudeste asiático, a descida é recebida com cautela pelos governos, que gastaram um total estimado de 54,2 mil milhões de dólares em subsídios aos combustíveis desde o início da crise, segundo dados do instituto IEEFA – o equivalente a 1,3% do produto interno bruto (PIB) combinado da região.
Os subsídios pesam mais no PIB da Indonésia (2,3%), seguida da Malásia (1,5%), do Vietname (0,6%) e da Tailândia (0,3%).
A Indonésia e a Malásia mantiveram limites às compras de combustível desde abril para conter a procura, enquanto o Vietname recorreu ao seu Fundo de Estabilização de Preços dos Combustíveis e a cortes temporários de impostos sobre a gasolina e o gasóleo.
Na Tailândia, o Fundo do Petróleo continua a absorver custos acima dos preços máximos fixados para o gasóleo.
Nas Filipinas, o Presidente Ferdinand Marcos Jr. assinou em março uma lei que concede poderes de emergência para suspender ou reduzir impostos especiais sobre combustíveis sempre que o preço global do petróleo atinja os 80 dólares por barril, limiar que, apesar da recente descida, continua a ser ultrapassado.
Analistas citados pelas agências internacionais advertem que os riscos de fornecimento no Médio Oriente persistem, com a Arábia Saudita a emitir alertas de ataques aéreos em Riade e nos portos do Mar Vermelho, incluindo Yanbu, devido a ataques contínuos dos Houthis, enquanto o maior campo petrolífero da Líbia reduziu a produção após o encerramento de um oleoduto por um “grupo armado”.
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Escrito por RafaFM
mas alívio é cauteloso no sudeste asiático Preço do crude cai abaixo dos 100 dólares pela primeira vez em duas semanas
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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