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PR considera empoderamento económico das mulheres essencial para o país

todayMaio 4, 2026 15

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Díli, 5 de maio de 2026 (RAFA.TL) – O Presidente da República, José Ramos-Horta, considera que o empoderamento económico das mulheres é “economia inteligente” e um investimento essencial para a resiliência e o crescimento inclusivo do país.

“Em todo o país, as mulheres estão a desenvolver empresas nos setores da agricultura, turismo, comércio, serviços, finanças e setores emergentes, criando empregos, fortalecendo comunidades e ampliando oportunidades para os jovens, especialmente fora de Díli”, afirmou o chefe de Estado.

“A criação de emprego é uma prioridade nacional urgente, e as pequenas e médias empresas lideradas por mulheres são essenciais para um crescimento inclusivo. Com acesso a financiamento, competências, redes e reconhecimento, as mulheres investem não apenas em negócios, mas também em pessoas”, disse.

Ramos-Horta afirmou que “o progresso de Timor-Leste depende da participação plena e igualitária de todo o seu povo”, vincando que as mulheres timorenses “estão no coração dessa jornada.”

O chefe de Estado falava no lançamento, no Palácio Presidencial Nicolau Lobato, da terceira edição dos Prémios “Timor-Leste Women in Business Awards 2026”, uma iniciativa de que é patrono e que é promovida pela Associação Empresarial das Mulheres de Timor-Leste (AEMTL) e pela International Finance Corporation (IFC).

O chefe de Estado descreveu os prémios como uma iniciativa que “torna visível a liderança das mulheres e inspira outras – especialmente jovens mulheres – a acreditarem que também elas podem criar empresas, liderar com confiança e gerar emprego.”

O Presidente dirigiu-se diretamente às potenciais candidatas aos prémios, encorajando mulheres de todos os municípios e setores a concorrerem sem hesitação.

“Não hesitem por o vosso negócio ainda estar em crescimento ou por o vosso percurso ter sido desafiante. A liderança demonstra-se através da perseverança, da inovação e do impacto – especialmente na criação de empregos e na contribuição para o desenvolvimento nacional”, disse.

Aos parceiros institucionais e privados, Ramos-Horta deixou uma mensagem de encorajamento.
“Apoiar as mulheres nos negócios é uma decisão inteligente do ponto de vista económico – é um investimento em empregos, produtividade e resiliência”, disse.

Acrescentou, porém, que o empoderamento económico das mulheres “não é um esforço isolado”, exigindo “colaboração de todos os setores da sociedade – governo, empresas, organizações comunitárias e parceiros internacionais – para abrir portas e ampliar oportunidades.”

O chefe de Estado concluiu com um apelo à continuidade do apoio às mulheres empreendedoras: “Vamos continuar a apoiar estas trajetórias – com acesso a financiamento, educação, mentoria e redes – para que cada mulher com um sonho tenha a oportunidade de o tornar realidade.”

Ramos-Horta elogiou ainda os parceiros dos prémios pelo seu contributo através do Programa de Competências do Setor Financeiro, descrevendo-o como orientado para “a criação de um sistema financeiro mais inclusivo e mais capacitado – que reconhece e apoia a liderança das mulheres nos negócios.”

Na mesma ocasião, a gestora regional da IFC para o Leste Asiático e Pacífico, Christina Ongoma, reconheceu que as empreendedoras timorenses “constroem os seus negócios com determinação notável, mas muitas continuam a enfrentar barreiras ao financiamento, frequentemente agravadas pelo acesso limitado a informação empresarial e financeira e a ligações com instituições financeiras.”

Já o representante residente do Grupo Banco Mundial em Timor-Leste, David Freedman, sublinhou por sua vez que, “segundo o mais recente inquérito nacional às MPME, as mulheres lideram aproximadamente metade de todas as micro, pequenas e médias empresas de Timor-Leste, tornando as empresas lideradas por mulheres uma força vital e crescente no desenvolvimento do país.”

A edição inaugural dos prémios, em 2024, recebeu cerca de 100 candidaturas, e muitas das vencedoras reportaram maior visibilidade, novos clientes, parcerias e redes de contacto que reforçaram a sua liderança e contribuição para a criação de emprego.

A edição de 2026 conta com dez categorias que distinguem a excelência em start-ups, liderança corporativa e inovação financeira, com o apoio do Banco Central de Timor-Leste e dos governos da Austrália e da Nova Zelândia.

As candidaturas estão abertas até 8 de julho de 2026 a indivíduos e organizações de todo o país. Mais informação disponível em aemtl.org.

FIM

 

Escrito por RafaFM

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Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.

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