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Díli, 15 de setembro de 2026 (RAFA) – O PNUD e o Instituto de Apoio ao Desenvolvimento Empresarial (IADE) lançaram em Díli a terceira edição do programa de Incubação com Financiamento Inicial (SFI), que apoia jovens empreendedores com formação, mentoria e capital semente.
A iniciativa insere-se no projeto de Competências para o Emprego e Empreendedorismo Jovem (YEES) do PNUD, com financiamento da KOICA e do Governo de Timor-Leste.
As duas edições anteriores do programa, realizadas em 2023 e 2024, apoiaram 131 jovens empreendedores com financiamento inicial, dos quais 93 negócios continuam ativos.
A cerimónia de lançamento decorreu na semana passada nas instalações do IADE e contou com a presença de Brigida Soares, representante do PNUD, Taegun Kim, diretor-adjunto da Agência de Cooperação Internacional da Coreia (KOICA) em Timor-Leste, Filomeno Belo, diretor executivo do IADE, e Ezaquel da Costa Babo, assessor do ministro coordenador dos Assuntos Económicos.
“A cooperação entre o PNUD e o IADE através do projeto YEES, com o forte apoio da KOICA e do MCAE, proporciona oportunidades importantes para os nossos jovens criarem o seu próprio emprego e, ao mesmo tempo, gerarem postos de trabalho para outros jovens”, afirmou Filomeno Belo.
“O nosso principal objetivo é capacitar a juventude de Timor-Leste. Não estamos apenas a disponibilizar fundos; estamos a investir em competências, conhecimento e no crescimento a longo prazo de negócios locais que criarão emprego e fortalecerão a nossa economia”, disse Brigida Soares, representante do PNUD.
Taegun Kim, da KOICA, sublinhou que apoiar o empreendedorismo jovem “é, em última análise, um investimento nas pessoas, nas oportunidades e no futuro de Timor-Leste”, defendendo que os jovens não devem ser vistos apenas como procuradores de emprego, mas também como “criadores de emprego, inovadores e líderes” da futura economia do país.
O programa está aberto a jovens timorenses entre os 18 e os 35 anos com ideias de negócio inovadoras ou micro-empresas já existentes que pretendam escalar para pequena dimensão. São particularmente incentivadas candidaturas de jovens mulheres, pessoas com deficiência e jovens de zonas rurais e municipais.
A iniciativa está centrada em três setores: inovação tecnológica (startups e soluções digitais, comércio eletrónico e tecnologia limpa), transformação geral (processos de fabrico ligeiro, desenvolvimento de produtos locais e valorização de matérias-primas nacionais) e alojamento e serviços alimentares (hotelaria, ecoturismo, processamento alimentar e artes culinárias).
A formação será ministrada nas instalações do IADE em Díli, Baucau, Ermera e Liquiçá.
Caso o número de candidatos ultrapasse a meta de 380 participantes, a seleção será feita através de análise documental das ideias ou modelos de negócio apresentados, com base em critérios de inovação, viabilidade económica, potencial de expansão, sustentabilidade e impacto económico.
Funcionários públicos não são elegíveis para o programa, uma política em vigor desde a sua criação, em conformidade com o regulamento da Função Pública.
Também não podem candidatar-se antigos beneficiários de iniciativas semelhantes, incluindo do próprio programa YEES ou de empréstimos de inovação do IADE.
As candidaturas para a terceira edição do SFI estão abertas entre os dias 9 e 23 de setembro, podendo ser submetidas online ou entregues em formato físico nas instalações do IADE. Durante este período, o projeto YEES organizará sessões de informação nos municípios abrangidos pela iniciativa – Díli, Baucau, Ermera e Liquiçá.
Ezaquel da Costa Babo, assessor do ministro coordenador dos Assuntos Económicos, apelou aos participantes para pensarem “para além do próprio negócio”, incentivando-os a criar emprego, utilizar recursos locais, apoiar comunidades, introduzir inovação, reduzir importações e abrir oportunidades de exportação, no âmbito do compromisso do Governo em transformar a economia timorense “do consumo para a produção, e das importações para as exportações”.
FIM
Escrito por RafaFM
PNUD e IADE lançam terceira edição do programa de incubação para jovens empreendedores timorenses
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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