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Parque industrial de Manatuto reforçará economia e reduzirá dependência importações – ETO

todayMarço 30, 2026 91 1

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MANATUTO, 30 de março de 2026 (RAFA.tl) – O novo Parque Industrial ETO, em Manatuto, vai reduzir a dependência de Timor-Leste em importações, melhorar a economia local e nacional e criar centenas de empregos, disse hoje o diretor executivo da empresa.

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CEO  ETO-Grupo, Nilton Telmo Gusmão dos Santos.

“A nossa visão é clara: contribuir para transformar Manatuto num polo industrial com impacto nacional, ligado à produção, à logística, à agroindústria, ao processamento alimentar e à substituição de importações”, disse Nilton Gusmão na cerimónia de lançamento da primeira pedra do novo parque, hoje em Manatuto.

“Queremos criar uma base real para a futura capacidade exportadora, alinhada com as prioridades nacionais de industrialização, segurança alimentar, redução da dependência externa e integração económica regional”, vincou.

Representando um investimento de entre 13 e 15 milhões de dólares, o projeto de construção das cinco unidades fabris prevê a criação de entre 150 e 200 postos de trabalho na fase de construção, devendo estar concluído em agosto do próximo ano.

Durante a fase de funcionamento das fábricas, estima-se a criação de 600 a 700 empregos diretos e cerca de 1.300 empregos indiretos.

O projeto prevê a instalação de cinco unidades industriais, nomeadamente uma fábrica de produção de caixas, uma fábrica de produção de estruturas metálicas H-Beam, uma unidade de processamento de sardinha enlatada, um matadouro e indústria de processamento de carne, e uma fábrica de beneficiamento de arroz.

Nilton Gusmão falava na cerimónia de lançamento da primeira pedra do Parque Industrial ETO em Beadi, Aldeia Carlilo, Suco Aiteas, Posto Administrativo de Manatuto, que contou com a presença do primeiro-ministro Xanana Gusmão, vários deputados e membros do Governo, empresários timorenses, e representantes das autoridades locais e da comunidade internacional.

Aos presentes Nilton Gusmão disse que apesar de sinais económicos positivos, está na altura de o país fazer a transição para um modelo mais produtivo, mais inovador e liderado pelo sector privado, reduzindo as importações de bens e serviços.

“A ETO não surge apenas como investidor, mas como parte da solução. Com prontidão e determinação, continuaremos a investir na indústria nacional, criando capacidade produtiva, promovendo a transferência de conhecimento e reduzindo a dependência das importações”; afirmou.

Nilton Gusmão saudou o apoio do Governo nacional e das autoridades e comunidades locais que permitiram o primeiro passo para a “concretização de um sonho que nasceu há muito no coração do Grupo ETO”.

“O Governo já realizou investimentos importantes em infraestruturas estratégicas – centrais elétricas, pontes, estradas, portos e aeroportos – que preparam o terreno para uma nova fase de desenvolvimento económico. Agora, cabe-nos a todos nós utilizar esta base para impulsionar o sector privado, aumentar o valor acrescentado, criar emprego qualificado e transformar a estrutura económica de Timor-Leste”, afirmou.

Trata-se, disse, de um trabalho em conjunto para “assegurar um futuro económico mais forte, mais independente e mais sustentável”, aumentando a “produção interna, substituir importações sempre que possível e alargar a base exportadora nacional”.

“Esta deve ser a lógica orientadora da nova fase do nosso desenvolvimento: produzir no país, transformar no país, criar emprego no país e gerar valor no país”, considerou.

“Estes investimentos não são apenas negócios; são desenvolvimento nacional. Estas unidades integram um sistema interligado – agricultura, indústria, logística e mercado – criando um ecossistema económico mais forte, mais sustentável e mais autónomo para Timor-Leste. Isto significa que o projeto não é apenas um conjunto de fábricas; é uma proposta integrada de transformação económica e social nas zonas rurais”, afirmou.

FIM

Escrito por RafaFM

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