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Painel da Semana Verde defende economia verde para fortalecer a agricultura, o turismo e o emprego

todayAgosto 6, 2026 31 3 5

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Díli, 6 de agosto de 2026 (RAFA) – A economia verde, enquanto modelo de desenvolvimento sustentável que combina a proteção ambiental, o crescimento económico e a melhoria das condições de vida das comunidades, foi o tema central do segundo painel da Semana Verde.

Representantes do Governo, da União Europeia, do setor privado e das cooperativas defenderam que este modelo representa uma oportunidade para Timor-Leste diversificar a sua economia, criar emprego, reforçar a agricultura sustentável e proteger os recursos naturais.

Durante o debate sobre a “Economia Verde”, os participantes destacaram a necessidade de equilibrar o desenvolvimento económico com a conservação da biodiversidade, garantindo que a utilização dos recursos naturais é feita de forma responsável e sustentável para as gerações presentes e futuras.

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Timor-Leste (CCI-TL), Jorge Serrano, afirmou que Timor-Leste precisa de construir uma visão comum sobre a economia verde, considerando-a uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento do país.

“A economia verde é uma grande oportunidade para Timor-Leste. Quando trabalhamos em conjunto, podemos construir uma economia mais diversificada, forte e sustentável”, afirmou Jorge Serrano, salientando que a cooperação entre o Governo, o setor privado, as comunidades e os parceiros internacionais são fundamentais para alcançar este objetivo.

A representante da União Europeia declarou que a economia verde significa não só proteger o ambiente, mas também criar oportunidades económicas para as comunidades.

Explicou que este modelo contribui para a criação de emprego, o reforço da segurança alimentar e a promoção de uma agricultura mais sustentável, incluindo o apoio às mulheres envolvidas na produção de cacau, baunilha e outros produtos agrícolas.

A União Europeia manifestou também a sua intenção de continuar a apoiar o Governo de Timor-Leste através de assistência técnica e projetos de financiamento.

Entre as iniciativas referidas, destacam-se o apoio ao desenvolvimento de políticas de agricultura de carbono, o reforço da estratégia nacional de silvicultura e agroflorestação e o incentivo às comunidades para a adoção de práticas agrícolas sustentáveis.

O representante da Quinta Portugal, Hugo Trindade, afirmou que a agroflorestação e a reflorestação constituem soluções viáveis ​​para os agricultores timorenses no âmbito da economia verde.

“Não podemos depender exclusivamente do café durante alguns meses do ano. A diversificação agroflorestal cria oportunidades para os agricultores terem outros produtos rentáveis ​​e maior estabilidade económica”, afirmou Hugo Trindade.

O responsável explicou que o projeto desenvolvido em Aileu está ligado ao sistema agroflorestal, com foco na produção de café, apoiando a recuperação de antigas plantações e o estabelecimento de novas áreas de cultivo.

Além do café, o projeto promove a produção de outros produtos rentáveis, como especiarias, frutas e plantas industriais.

Segundo Hugo Trindade, muitos agricultores ainda enfrentam dificuldades no acesso ao mercado, por isso, a diversificação através da agrofloresta pode criar oportunidades de rendimento e reduzir a dependência da cultura do café, que ocorre apenas em determinadas alturas do ano.

O representante da Cooperativa de Café de Timor (CCT) afirmou que a organização exporta café para os Estados Unidos anualmente, após recolher e processar a produção dos seus membros.

Atualmente, cerca de 25 mil famílias fazem parte da cooperativa, que tem vindo a expandir a produção para além do café, incluindo culturas como a baunilha, o cacau, a pimenta e outros produtos agrícolas.

Por sua vez, o representante do Ministério do Turismo afirmou que o crescimento populacional anual exige uma melhor gestão dos recursos existentes. Explicou que a economia verde deve dar prioridade à utilização sustentável da biodiversidade, evitando a sobre-exploração que pode prejudicar os recursos naturais de Timor-Leste.

No setor turístico, destacou que o país apresenta importantes vantagens, como paisagens naturais, sítios históricos e espaços religiosos com potencial para atrair turistas.

Contudo, defendeu que estes recursos precisam de ser protegidos e conservados para garantir que o turismo continua a contribuir para o desenvolvimento sustentável do país.

Jornalista: Miguel Caldas

 

Escrito por RafaFM

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