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Nova Zelândia nomeia Stephen Wong como novo embaixador em Timor-Leste

todaySetembro 7, 2026 54

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Díli, 7 de setembro de 2026 (RAFA) – O ministro dos Negócios Estrangeiros da Nova Zelândia, Winston Peters, anunciou Stephen Wong como novo embaixador neozelandês em Timor-Leste, uma de cinco novas nomeações diplomáticas divulgadas esta semana pelo Governo de Wellington.

Stephen Wong é um diplomata de carreira que iniciou funções no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comércio (MFAT) da Nova Zelândia em 1999, tendo desde então ocupado vários cargos na instituição.

Atualmente, é gestor da unidade de Política e Prática na Divisão de Segurança e Resiliência Organizacional do MFAT.

Ao longo da carreira, acumulou uma vasta experiência nas relações bilaterais e regionais da Nova Zelândia com a Ásia, tendo sido cônsul-geral em Chengdu e em Xangai, na China, com colocações anteriores em Hong Kong, Singapura – em destacamento junto do secretariado da APEC -, Jacarta e Myanmar.

É licenciado em Direito e em Artes pela Universidade de Waikato, na Nova Zelândia.

Wong vai suceder a Helen Tunnah, que apresentou credenciais como embaixadora da Nova Zelândia em Timor-Leste a 16 de fevereiro de 2024, numa cerimónia no Palácio Presidencial Nicolau Lobato, perante o Presidente da República, José Ramos-Horta.

Tunnah, jornalista de formação, tinha antes servido como alta-comissária da Nova Zelândia no Niue e como vice-chefe de missão no Vanuatu, no Brasil e na Indonésia.

A Nova Zelândia mantém uma embaixada residente em Timor-Leste desde 2005, sendo um dos parceiros bilaterais mais antigos do país desde a restauração da independência.

As restantes nomeações anunciadas por Winston Peters incluem Tāne Waetford como embaixador na Colômbia, Melanie Roberts como alta-comissária no Niue, Jon Johansson como embaixador na Suécia e Brad Burgess como embaixador nos Emirados Árabes Unidos.

A escolha de Johansson, antigo chefe de gabinete e conselheiro ministerial de longa data de Peters, gerou críticas na imprensa neozelandesa, que assinalou tratar-se de uma nomeação política num pacote de nomeações maioritariamente composto por diplomatas de carreira.

Segundo dados do MFAT, Timor-Leste representa a maior alocação bilateral de ajuda da Nova Zelândia fora da região do Pacífico, com um investimento acumulado de 278 milhões de dólares neozelandeses entre 1998 e 2024. A cooperação está atualmente centrada na educação – incluindo educação pré-escolar e bolsas de estudo -, nos meios de subsistência rurais, no turismo, no desenvolvimento do sector privado e na segurança comunitária.

A relação bilateral assenta numa Declaração de Parceria (“Statement of Partnership”) assinada em 2023 e válida até 2026, através da qual os dois países se comprometeram a trabalhar em conjunto em instituições regionais e multilaterais, apoiar os objetivos do Plano Estratégico de Desenvolvimento de Timor-Leste 2011-2030, promover um comércio livre, aberto e inclusivo, e reforçar as relações interpessoais e intergovernamentais.

Os dois países realizam consultas de alto nível anuais e um balanço da parceria a cada 18 meses.

Timor-Leste foi também recentemente incluído no programa neozelandês de Empregador Sazonal Reconhecido (RSE), que permite a trabalhadores timorenses aceder a empregos temporários na agricultura e horticultura na Nova Zelândia, reforçando a mobilidade laboral como fonte de receita através de remessas.

Os estudantes timorenses continuam ainda elegíveis para o programa de bolsas Manaaki New Zealand Scholarships, que a Nova Zelândia atribui a Timor-Leste desde 1991, e o país mantém presença permanente de pessoal de Defesa, Polícia e Alfândegas neozelandeses no âmbito da cooperação bilateral.

Segundo o MFAT, a Nova Zelândia trabalha em Timor-Leste em coordenação com outros parceiros internacionais, entre os quais a Austrália, a União Europeia, o Japão e Portugal.

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Escrito por RafaFM

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Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.

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