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Museu da Resistência lamenta morte de Francisco Guterres “Lú-Olo” e apela à preservação da memória da resistência

todayJunho 22, 2026 157

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Díli, 22 de junho de 2026 (RAFA.TL) – O Arquivo e Museu da Resistência Timorense (AMRT) manifestou hoje profundo pesar pelo falecimento de Francisco Guterres “Lú-Olo”, antigo Presidente da República, apelando à urgência de preservar a memória da resistência perante a partida de uma das suas figuras centrais.

Em comunicado assinado pelo diretor-executivo Jorge Alves “We Moris”, a instituição declarou que “com a partida de Sua Excelência Lú-Olo, Timor-Leste perde um herói, perde um combatente que dedicou a vida à liberdade do seu povo, perde um homem de coragem, de sacrifício e de compromisso” e “perde também uma parte viva da sua memória histórica”.

O comunicado recorda que Francisco Guterres “Lú-Olo” ingressou na luta de libertação nacional ainda jovem, em Ossú, município de Viqueque, e permaneceu na resistência armada durante os 24 anos da ocupação.

Manteve-se “firme nos momentos mais difíceis da história nacional e contribuindo, com coragem e determinação, para a conquista da independência de Timor-Leste”.

Depois da consulta popular de 1999, continuou ao serviço da Pátria: foi Presidente da Assembleia Constituinte, Presidente do Parlamento Nacional e, a 20 de maio de 2002, “teve a honra histórica de proclamar a Restauração da Independência de Timor-Leste”.

Entre 2017 e 2022 exerceu a Presidência da República, “continuando a trabalhar pela paz, pela estabilidade, pela unidade nacional e pelo desenvolvimento do país”.

O AMRT destacou que Francisco Guterres “Lú-Olo” “pertence à geração que entregou a juventude, a família, o conforto e a segurança pessoal à causa maior da liberdade” e que, depois da guerra, “não abandonou o serviço público: continuou a contribuir para a construção da nação, para o fortalecimento das instituições e para o futuro de Timor-Leste”.

Para a instituição guardiã da memória da resistência, a perda tem uma dimensão que ultrapassa o luto pessoal.

“A morte de Lú-Olo recorda-nos, mais uma vez, a urgência de preservar, estudar e transmitir às novas gerações a memória da Resistência, para que o sacrifício dos heróis nacionais nunca seja esquecido”, sublinha o comunicado.

Jorge Alves “We Moris” e todos os funcionários do AMRT apresentaram condolências à esposa, aos filhos, à família enlutada, aos companheiros de luta e ao povo timorense.

O comunicado conclui com uma homenagem ao legado do antigo chefe de Estado:

“Timor-Leste perde um grande homem, um grande patriota e um grande herói da sua história. Que o seu exemplo continue a iluminar o caminho das novas gerações.”

FIM

 

Escrito por RafaFM

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Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.

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