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Teerão, 10 de junho de 2026 (RAFA.TL) – A federação iraniana de futebol denunciou esta terça-feira que a FIFA revogou a alocação de bilhetes destinados aos adeptos do Irão para os três jogos da fase de grupos disputados nos Estados Unidos.
Cada uma das 48 federações participantes tem direito a receber e distribuir 8% da capacidade dos estádios nos jogos da sua seleção, o que representa vários milhares de bilhetes por encontro.
O Irão estreia-se no torneio a 15 de junho, frente à Nova Zelândia, no estádio dos Los Angeles Rams em Inglewood, com capacidade para 70.000 espectadores.
“Numa medida inesperada, a alocação concedida à federação iraniana foi retirada, sendo que, nas atuais circunstâncias, a federação não consegue oferecer um único bilhete aos adeptos da seleção nacional”, afirmou a federação, citada pelos meios de comunicação social semioficiais iranianos.
A federação acusou os Estados Unidos de terem “tomado medidas para obstruir a presença de adeptos iranianos nos estádios”, alertando que o episódio “levanta sérias questões sobre a influência de considerações não desportivas e políticas na organização do maior evento de futebol do mundo”.
A FIFA, que detém autoridade total sobre as operações de bilhética, afirmou estar a “trabalhar em estreita colaboração com a federação iraniana para identificar soluções que maximizem as oportunidades de os seus adeptos assistirem aos jogos”.
As tensões entre o futebol iraniano e o país coorganizador do torneio remontam a 28 de fevereiro, data em que os EUA iniciaram ataques militares ao Irão.
A maioria dos jogadores da convocatória de 26 elementos não disputa um jogo competitivo desde essa data, dado que o campeonato doméstico foi suspenso devido ao conflito.
A seleção decidiu transferir o seu local de treino antes do torneio para Tijuana, no México, em alternativa ao plano inicial de se preparar em Tucson, no Arizona.
Andrew Giuliani, diretor-executivo da força-tarefa da Casa Branca para o Mundial, garantiu que a seleção iraniana poderá entrar nos EUA no dia anterior a cada jogo, mas confirmou que alguns dirigentes da federação não receberão autorização de entrada, sem especificar nomes.
O torneio tem sido marcado por outros incidentes: um árbitro da FIFA oriundo da Somália foi impedido de entrar nos EUA em Miami e cortado da lista de juízes do torneio, e um jogador iraquiano foi detido várias horas à chegada a Chicago.
“A perturbação é tal que é preciso perguntar quem está a gerir o Mundial: a FIFA ou o governo dos EUA com as suas políticas de imigração de cariz racial?”, questionou Piara Powar, diretor-executivo da rede Fare, parceira de monitorização antidiscriminação da FIFA.
A NTV/ETO Telco detém os direitos de transmissão do Mundial 2026 para Timor-Leste.
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Escrito por RafaFM
Mundial 2026 - Federação iraniana denuncia revogação de bilhetes para jogos nos EUA
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