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Díli, 1 de junho de 2026 (RAFA.TL) – O Mundial de futebol de 2026 vai ser o primeiro grande torneio a aplicar um conjunto de alterações históricas às leis do jogo, aprovadas pelo Conselho Internacional do Futebol Associado (IFAB) e que visam combater a discriminação, reduzir a perda de tempo e melhorar o ritmo das partidas.
“O IFAB aprovou um conjunto de alterações marcantes às leis do jogo e o Mundial FIFA 2026 será o primeiro grande torneio a utilizá-las”, afirmou o responsável chefe de arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina.
“Estas alterações visam combater a discriminação, reduzir a perda de tempo, melhorar o ritmo dos jogos e aperfeiçoar a experiência dos jogadores e dos adeptos”, disse, referindo-se ao torneio que começa a 12 de junho (hora de Timor-Leste) nos Estados Unidos, México e Canadá,
Uma das medidas mais mediáticas é a punição para jogadores que tapem a boca com a mão, o braço ou a camisola em situações de confronto com adversários.
A nova regra surgiu na sequência do caso de Gianluca Prestianni, do Benfica, acusado de proferir insultos discriminatórios a Vinicius Jr. com a boca tapada, tendo o jogador recebido uma suspensão de seis jogos pela UEFA, posteriormente alargada a nível mundial.
A regra não se aplica a conversas amigáveis entre jogadores de equipas opostas que sejam companheiros de clube.
Os jogadores que abandonem o terreno de jogo em protesto contra uma decisão arbitral serão expulsos com cartão vermelho, regra que se aplica igualmente a qualquer oficial de equipa que incite os jogadores a sair do relvado.
As equipas que provoquem o abandono de uma partida perderão o encontro por decisão administrativa. A medida resulta do episódio protagonizado pelo Senegal na final da Taça das Nações Africanas, em que a seleção abandonou o campo em protesto por uma grande penalidade antes de regressar e ganhar o título.
Uma das alterações mais significativas é a extensão do princípio da contagem decrescente aos lançamentos de linha lateral e aos pontapés de baliza.
Se o árbitro considerar que um lançamento ou pontapé de baliza está a demorar demasiado ou está a ser deliberadamente atrasado, inicia uma contagem regressiva visual de cinco segundos com a mão levantada.
O não cumprimento do prazo implica a transferência da posse: o lançamento passa para a equipa adversária e o atraso no pontapé de baliza é punido com canto.
Os jogadores substituídos têm dez segundos para abandonar o terreno de jogo após ser mostrado o painel de substituição, devendo sair pelo ponto mais próximo da linha de delimitação.
Caso não o façam nesse prazo, o substituto só poderá entrar na primeira paragem após um minuto decorrido desde o reinício do jogo.
Um jogador de campo que receba assistência médica com entrada dos serviços de saúde em campo terá de abandonar o relvado durante um minuto após o reinício do jogo. A medida visa dissuadir atrasos táticos simulados através de lesões fingidas.
Estão previstas exceções para guarda-redes, colisões entre jogadores e lesões graves como traumatismos cranianos ou situações de concussão.
O árbitro de vídeo (VAR) passa a poder intervir em três novas situações: cartão vermelho resultante de um segundo amarelo incorreto; casos de identidade trocada em que o amarelo é mostrado ao jogador errado; e cantos claramente atribuídos de forma incorreta.
Collina sublinhou que o protocolo do VAR, escrito quando a tecnologia foi introduzida nas competições FIFA em 2017, carecia de atualização face à experiência entretanto acumulada.
Cada jogo terá uma pausa de hidratação de três minutos em cada parte, a realizar aproximadamente a meio de cada tempo, por volta do minuto 22, com alguma flexibilidade para o árbitro ajustar o momento consoante o decorrer do jogo.
As novas regras entram em vigor a partir de 1 de julho de 2026 em todas as competições, mas serão estreadas já a 11 de junho no Mundial, que decorrerá em 16 cidades dos três países anfitriões até à final de 19 de julho.
FIM
Escrito por RafaFM
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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