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Mundial 2026 bate recordes de assistência e de golos numa edição histórica com 48 seleções

todayJulho 20, 2026 20

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Díli, 20 de julho de 2026 (RAFA.TL) – O Campeonato do Mundo de futebol de 2026, organizado pela primeira vez em três países – Canadá, México e Estados Unidos -, terminou hoje com a conquista do título pela Espanha, numa edição marcada por diversos recordes históricos da competição, tanto dentro como fora das quatro linhas.

A 23.ª edição do Mundial foi a primeira a contar com 48 seleções, um alargamento face às 32 equipas das edições anteriores, com um total de 104 jogos disputados em 16 cidades – 11 nos Estados Unidos, três no México e duas no Canadá.

O torneio, que começou a 11 de junho, teve uma duração total de 39 dias, acompanhados a par e passo pela RAFA e pela NTV.

Segundo a FIFA, a competição ultrapassou os 6,25 milhões de espetadores nos estádios, um novo recorde absoluto de assistência num Mundial, superando a marca de 3,5 milhões estabelecida na edição de 1994, também nos Estados Unidos.

Só na fase de grupos, mais de 4,6 milhões de pessoas assistiram aos jogos, com uma taxa de ocupação de 99,7% dos lugares disponíveis e uma média de 64.508 espetadores por partida. Estimativas da FIFA apontam para que a competição venha a gerar mais de 13 mil milhões de dólares em receitas.

Com o golo de Ferran Torres na final, a competição fechou contas em 308 golos, apontados pelas 48 seleções participantes ao longo de todas as fases da prova – o maior número de sempre numa edição do Mundial.

Inglaterra e França foram as seleções mais concretizadoras, com 20 golos cada, seguidas da Argentina, com 19. O Panamá foi a única seleção que não conseguiu marcar em toda a prova.

Kylian Mbappé venceu a Bota de Ouro desta edição, com 10 golos, depois de um “bis” na vitória por 6-4 da França sobre a Inglaterra, no jogo do terceiro lugar – registo que Lionel Messi, com 8 golos, já não conseguiu igualar nem superar na final, ao não ter sequer um remate à baliza espanhola ao longo dos 90 minutos do jogo decisivo.

Com este resultado, Mbappé tornou-se também o melhor marcador da história dos mundiais, com 22 golos ao longo da carreira, ultrapassando Messi, que terminou com 21. Erling Haaland e Jude Bellingham fecharam o pódio da Bota de Ouro, com sete golos cada, seguidos de Harry Kane, com seis.

A edição de 2026 assistiu ainda ao golo 3.000 da história da prova, apontado por Enzo Fernández, da Argentina, na vitória por 3-2 sobre o Egito, nos oitavos-de-final – o mesmo jogador que, na final, viria a ser expulso na fase decisiva do jogo, deixando a Argentina reduzida a dez unidades.

O guarda-redes espanhol Unai Simón chegou à final já depois de ter batido o recorde de minutos consecutivos sem sofrer golo num Mundial, com 609 minutos, superando a anterior marca de 517 minutos, do italiano Walter Zenga, em Itália 1990.

Como a Argentina não conseguiu marcar na final, Simón prolongou ainda mais esse registo, mantendo a baliza espanhola a zero ao longo dos 120 minutos do jogo decisivo.

Do ponto de vista disciplinar, esta edição destacou-se pelo elevado número de expulsões, incluindo a de Enzo Fernández na própria final. Com este cartão vermelho, a competição terminou com pelo menos 14 expulsões ao longo do torneio – mais do que os quatro exibidos em 2018 e os quatro de 2022, juntos.

O recorde de cartões vermelhos numa única edição do Mundial pertence a 2006, na Alemanha, com 28 expulsões.

Antes da final, a competição já registava uma média de cerca de 2,52 cartões amarelos por jogo, uma descida face aos 3,50 por jogo de 2022, mas uma subida acentuada nos cartões vermelhos, com uma média de 0,141 por jogo, quase nove vezes superior aos 0,016 por jogo da edição do Qatar – tendência que a expulsão da final ainda acentuou.

Entre os fatores apontados para o aumento de expulsões está o recurso mais frequente ao VAR para rever e agravar decisões inicialmente tomadas como cartão amarelo, bem como uma nova regra da FIFA que pune com expulsão direta os jogadores que tapem a boca ao dirigirem-se a adversários.

A final entre Espanha e Argentina, disputada em East Rutherford, Nova Jérsia, constituiu o primeiro encontro decisivo da história do Mundial entre um campeão europeu em título e o campeão do mundo em título, e apenas o segundo confronto de sempre entre as duas seleções, depois do jogo da fase de grupos do Mundial de 1966, vencido pela Argentina por 2-1.

A Argentina, tricampeã mundial e detentora do troféu conquistado no Qatar em 2022, falhou a tentativa de se tornar a primeira seleção a revalidar o título desde o Brasil, em 1962, terminando a prova como vice-campeã. Já a Espanha conquistou o seu segundo título mundial, dez anos depois do troféu de 2010, juntando a coroa mundial à de atual campeã europeia, título conquistado no Euro2024.

FIM

 

Escrito por RafaFM

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