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Mundial 2026 arranca no México com torneio “supersize” de 48 selecções

todayJunho 11, 2026 14

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Díli, 11 de junho de 2026 (RAFA.TL) – O Campeonato do Mundo de futebol 2026, organizado conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México, arranca na madrugada de sexta-feira com a maior edição de sempre da prova, alargada de 32 para 48 seleções, que vão disputar um recorde de 104 jogos em 16 estádios, ao longo de 39 dias.

O México abre o torneio ao receber a África do Sul, na Cidade do México, partida em que os anfitriões surgem como claros favoritos, num encontro que começa às 04:00 de sexta-feira, hora de Timor-Leste, com transmissão na NTV e ETO Telco.

No mesmo dia, em Guadalajara, jogam Coreia do Sul e República Checa, ambos do Grupo A. Canadá e Estados Unidos estreiam-se no sábado: os canadianos defrontam a Bósnia-Herzegovina em Toronto, enquanto os norte-americanos enfrentam o Paraguai em Inglewood, na Califórnia.

A seleção mexicana, que falhou a passagem à fase a eliminar em 2022 pela primeira vez desde 1978, procura agora um melhor desempenho perante o seu público, contando com o veterano Raúl Jiménez e o médio de 17 anos Gilberto Mora.

O guarda-redes Guillermo Ochoa vai disputar o seu sexto Mundial, um recorde. A cerimónia de abertura, em Cidade do México, contará com atuações de Andrea Bocelli, Alejandro Fernández e do grupo Maná.

A África do Sul disputa o seu quarto Mundial, o primeiro desde que organizou a prova em 2010.

Os jogos disputados em território mexicano realizam-se a grande altitude – o Estádio Azteca, na Cidade do México, situa-se a cerca de 2.225 metros, enquanto Guadalajara está a 1.566 metros, exigindo uma adaptação significativa por parte das seleções visitantes.

A Coreia do Sul, que se qualificou para 11 edições consecutivas desde 1986 e atingiu os oitavos-de-final em 2022 (eliminada pelo Brasil), é orientada pelo capitão Son Heung-min, de 33 anos, possivelmente no seu último Mundial. A República Checa regressa à maior montra do futebol mundial pela primeira vez em 20 anos.

Son Heung-min é o jogador com mais internacionalizações pela Coreia do Sul, com 144 jogos, e precisa de apenas dois golos para igualar o recorde de 58 de Cha Bum-kun.

Já o mexicano Gilberto Mora, com 17 anos, é o jogador mais jovem entre os 48 plantéis presentes no torneio, podendo tornar-se o segundo mais jovem marcador da história dos Mundiais, atrás da lenda brasileira Pelé, que tinha 17 anos e 239 dias quando marcou em 1958.

O mundial arranca com a FIFA sob críticas pelos preços elevados dos bilhetes e por práticas de venda que, segundo adeptos, deixaram muitos consumidores em desvantagem.

Os procuradores-gerais de Nova Iorque e Nova Jérsia – este último anfitrião de oito jogos do Mundial, incluindo a final – anunciaram no mês passado que estão a investigar se as práticas de venda de bilhetes da FIFA violam leis de proteção do consumidor.

Alguns lugares para a final, marcada para 19 de julho, estão a ser vendidos por cerca de 33 mil dólares, com preços no mercado de revenda a chegarem a valores muito mais elevados.

Nos Estados Unidos, o ceticismo em relação ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, e ao organismo que dirige tem unido políticos de diferentes quadrantes, de Washington a autarquias locais, incluindo os autarcas Zohran Mamdani (Nova Iorque) e Karen Bass (Los Angeles), bem como o senador republicano Todd Young, que jogou futebol universitário pela Academia Naval dos EUA e considera que a FIFA está “desligada das pessoas comuns em todo o mundo”.

Recorde-se que ao longo das suas várias edições, apenas oito países venceram o Campeonato do Mundo, seis dos quais mais do que uma vez, com destaque para os cinco títulos do Brasil.

Os únicos vencedores estreantes nas últimas 11 edições foram a França, em 1998, e a Espanha, em 2010.

Seis campeões em título já ficaram pelo caminho na fase de grupos, incluindo em três das últimas quatro edições: a França chegou à final em 2022, mas Itália (2010), Espanha (2014) e Alemanha (2018) foram eliminadas antes da fase a eliminar.

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Escrito por RafaFM

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