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Morte de Lú-Olo: apoiantes de Xanana Gusmão prestam homenagem ao “líder e patriota”

todayJunho 21, 2026 820 1 5

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Díli, 21 de junho de 2026 (RAFA.TL) – Uma página de apoio ao Primeiro-Ministro Xanana Gusmão nas redes sociais juntou-se às homenagens a Francisco Guterres “Lú-Olo”, publicando uma biografia detalhada do ex-Presidente da República e expressando condolências à família enlutada e à FRETILIN.

“Com tristeza e profundo sentido de condolências, expressamos a nossa solidariedade e sentido de luto à família enlutada do saudoso ex-Presidente da República, Francisco Guterres ‘Lú-Olo’, que regressou à Casa Santa do Pai Criador”, concluindo com as palavras “Adeus ao nosso líder e patriota.”

A nota, publicada na página Xanana Ba Ema Hotu, sublinha a trajetória de Lú-Olo como figura central da resistência e da construção do Estado timorense – e recorda a ligação histórica entre os dois líderes, que partilharam décadas de luta nas matas antes de seguirem caminhos políticos distintos.

A publicação conclui sublinhando que Lú-Olo e o secretário-geral da FRETILIN, Mari Alkatiri, são “reconhecidos como uma força construtiva e positiva” que soube liderar o maior partido do país numa oposição democrática, rejeitando totalmente a violência como instrumento político.

Nascido a 7 de setembro de 1954 em Ossú, distrito de Viqueque, Francisco Guterres recebeu a sua formação inicial no Colégio Santa Teresinha, sob orientação de padres salesianos, tendo completado a quarta classe em 1969. Prosseguiu os estudos no Liceu de Díli, mas em 1974 abandonou-os para se integrar na luta contra o colonialismo. Só décadas mais tarde, em 2007, retomou os estudos de direito, licenciando-se na UNTL em 2012.

Em 1974 aderiu à ASDT e, no ano seguinte, à FRETILIN. Com a invasão indonésia de dezembro de 1975, subiu para as montanhas e integrou um pelotão da FALINTIL, iniciando 24 anos de resistência armada nas matas. Fez parte do restrito grupo de apenas quatro comandantes que permaneceram nas selvas durante todo o período da ocupação.

A biografia traça a progressão de Lú-Olo pelas estruturas da resistência: vice-secretário de Ossú em 1976, comissário do Sector Ponta Leste em 1977-78, responsável político da Terceira Companhia de Guerrilha em 1982 e comissário político em 1984.

Após a captura de Xanana Gusmão em 1992, de Mau Hodo em 1991 e a entrega de Ma Hunu em 1993, e depois da morte de Konis Santana em 1998, Lú-Olo assumiu a secretaria da Comissão Diretiva da FRETILIN (CDF) e o comando político da Resistência Armada.

Em 26 de novembro de 2000, Lú-Olo entregou as armas ao comando da FALINTIL e regressou a Díli. Foi eleito presidente do Congresso Central da FRETILIN em 2001 e liderou o partido à vitória nas eleições legislativas de 30 de agosto desse ano para a Assembleia Constituinte.

À meia-noite de 20 de maio de 2002, enquanto presidente da Assembleia Constituinte, foi Lú-Olo quem proclamou a Restauração da Independência da República Democrática de Timor-Leste e deu posse a Xanana Gusmão como primeiro Presidente da República – ficando para a história como o “Declarador da Restauração da Independência”.

Presidiu ao Parlamento Nacional entre 2002 e 2007. Candidatou-se à Presidência da República em 2007 e 2012, vencendo a primeira volta em ambas as ocasiões, mas perdendo a segunda. Em 2017 foi eleito Presidente da República, cargo que exerceu até 2022.

FIM

 

Escrito por RafaFM

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