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Moldova declara estado de emergência energética e hídrica de 60 dias devido a seca e subida de custos

todaySetembro 23, 2026

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Chisínau, 23 de setembro de 2026 (AP/RAFA) – O parlamento da Moldova aprovou terça-feira um estado de emergência de 60 dias nos setores da energia e da água, devido a níveis hidrológicos severamente baixos no rio Dniester e à subida dos custos energéticos provocada por conflitos internacionais.

A Moldova enfrenta “um défice hidrológico severo” nos rios Dniester e Prut, que ameaça o abastecimento de água do país candidato à União Europeia, segundo o Ministério do Ambiente, que afirmou que as novas medidas vão permitir às autoridades intervir mais rapidamente e aplicar restrições temporárias onde necessário para manter o abastecimento.

“É dada especial atenção à situação no rio Dniester, uma das principais fontes de água da República da Moldova”, declarou o ministério.

O parlamento aprovou a medida por 54 votos a favor e 20 contra, com 22 deputados sem votar, com o estado de emergência a entrar em vigor no sábado.

A decisão surge um dia depois de a presidente Maia Sandu ter presidido a uma reunião do Conselho de Segurança Nacional sobre o “impacto da crise energética internacional” na Moldova e sobre “medidas para reforçar a resiliência energética nacional” antes do inverno.

O primeiro-ministro Vasile Tofan afirmou terça-feira que uma “tempestade perfeita” de problemas – seca, os conflitos no Médio Oriente e na Ucrânia, e a destruição de refinarias – fez subir os custos da energia e pressionou o setor energético moldavo.

A Moldova depende fortemente de gás natural e eletricidade importados. Estados de alerta semelhantes, que expiram sexta-feira, estavam em vigor em ambos os setores desde julho, quando uma seca severa começou a afetar a Europa.

“Não estou a dizer que amanhã ficamos sem gás, gasóleo, eletricidade ou água. O problema é que estamos a entrar na estação fria com vários riscos importantes a sobrepor-se ao mesmo tempo”, afirmou Tofan.

Segundo o primeiro-ministro, cerca de 22 metros cúbicos de água por segundo estão a chegar à albufeira de Novodnistrovsk, a montante na Ucrânia, um valor muito abaixo do mínimo de 60 metros cúbicos por segundo que considera necessário.

O ministro do Ambiente, Gheorghe Hajder, disse que podem ser necessárias restrições ao uso não essencial de água. “Temos de ter todas as ferramentas necessárias para intervir”, afirmou.

A Moldova já tinha declarado um estado de emergência no setor energético em março, depois de ataques russos à rede elétrica da Ucrânia terem desligado uma linha de energia essencial que liga o país à Roménia. No mesmo mês, milhares de moldavos ficaram sem água depois de um ataque russo à central hidroelétrica de Novodnistrovsk ter provocado poluição no rio Dniester.

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Escrito por RafaFM

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