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Ministro da Defesa chinês pede “consenso” sobre segurança global e cooperação em inteligência artificial

todaySetembro 16, 2026 13 8

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Pequim, 16 de setembro de 2026 (RAFA) – O ministro da Defesa da China, Dong Jun, defendeu hoje uma governação de segurança global “orientada para a ação” e apelou ao reforço da cooperação internacional em inteligência artificial e no espaço.

Dong Jun falava no Fórum de Xiangshan de Pequim, onde evitou referências diretas a Taiwan ou ao Mar do Sul da China, perante renovadas tensões em torno a estes dois temas.

Dirigindo-se a cerca de duas mil pessoas provenientes de uma centena de países, na abertura da 13ª edição do fórum, que assinala também o seu 20º aniversário, Dong sublinhou a necessidade de um esforço concertado para construir consenso através de uma nova visão de segurança, segundo a agência estatal chinesa CGTN.

O ministro chinês instou a comunidade internacional a “opor-se firmemente a ações que envolvam a formação de blocos exclusivos e o agravamento de tensões”, manifestando apoio à cooperação em inteligência artificial, exploração espacial e dos fundos marinhos, para que as tecnologias emergentes possam “beneficiar melhor toda a humanidade”, segundo o South China Morning Post. Alertou ainda contra uma “mentalidade de soma zero”, pedindo vigilância face ao “hegemonismo” e ao “militarismo”, descrevendo o multilateralismo como essencial para a estabilidade estratégica global.

Ao apelar às grandes potências para assumirem responsabilidades, Dong afirmou que a “chave” para a governação da segurança está em reduzir o fosso de desenvolvimento, notando que “o desenvolvimento é a maior garantia de segurança” para os países do Sul Global.

“Nada no mundo é difícil, desde que estejamos dispostos a escalar”, disse, acrescentando que as forças armadas chinesas estão prontas para “partilhar a sua experiência de construção e governação militar e ajudar dentro das suas capacidades”.

O encontro de três dias, subordinado ao tema “Construir Consenso sobre Estabilidade, Avançar em Conjunto na Governação da Segurança”, teve início na terça-feira na capital chinesa e reúne representantes de organizações internacionais e delegações nacionais, incluindo dos Estados Unidos, da Rússia, da União Europeia e do Sudeste Asiático.

O fórum, promovido por Pequim como alternativa ao Diálogo de Shangri-La de Singapura, decorre entre 15 e 17 de setembro no Centro de Convenções Internacional de Pequim e inclui quatro sessões plenárias e oito sessões paralelas, sobre temas como a ordem internacional, conflitos regionais, segurança marítima, controlo de armamento e governação da segurança no espaço.

Analistas citados pela imprensa regional notam que o discurso de Dong surge num contexto de tensões persistentes sobre Taiwan e o Mar do Sul da China, e de dúvidas sobre o compromisso de segurança dos Estados Unidos na Ásia, mas que Pequim poderá evitar críticas diretas a Washington devido a uma eventual visita do Presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos ainda este mês para um encontro com o Presidente norte-americano, Donald Trump.

O Japão, segundo o investigador de segurança Chinês James Char, poderá constituir um alvo mais provável de críticas indiretas, num quadro de tensões acrescidas entre Pequim e Tóquio.

FIM

 

Escrito por RafaFM

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