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Veículos blindados da Unifil são fotografados durante uma patrulha ao redor de Marjayoun, no sul do Líbano. Foto: AFP
Nações Unidas, 10 de abril 2026 (RAFA.TL) – Mais de 60 países juntaram-se à Indonésia para condenar “nos termos mais veementes os ataques persistentes” contra a missão de paz da ONU no Líbano (UNIFIL), segundo um texto divulgado pelas agências internacionais.
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A declaração conjunta foi entregue pelo embaixador indonésio na ONU, Umar Hadi, em nome dos países signatários, que expressaram ainda “profunda preocupação com a situação humanitária no Líbano”, citando as “significativas baixas civis, a vasta destruição de infraestruturas e o deslocamento em massa de mais de um milhão de pessoas”.
Em causa estão incidentes recentes que causaram a morte de três capacetes azuis indonésios e feriram militares de França, Gana, Indonésia, Nepal e Polónia.
As investigações preliminares da ONU concluíram que um dos capacetes azuis foi provavelmente morto por um carro de combate israelita a 29 de março, enquanto os outros dois morreram no dia seguinte vítimas de um engenho explosivo que as Nações Unidas atribuíram “muito provavelmente ao Hezbollah”.
A UNIFIL – Força Interina das Nações Unidas no Líbano – foi criada em 1978 pelo Conselho de Segurança da ONU após uma incursão militar israelita no sul do Líbano. A missão, que conta atualmente com cerca de 10.000 efetivos de dezenas de países, tem como mandato monitorizar a cessação das hostilidades, apoiar as forças armadas libanesas e facilitar o acesso de ajuda humanitária à população civil.
A atual vaga de violência insere-se no conflito que eclodiu em outubro de 2023, quando o Hezbollah abriu uma frente no sul do Líbano em solidariedade com o Hamas em Gaza.
Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e, em setembro de 2024, lançou uma operação terrestre no sul libanês. Um cessar-fogo entrou em vigor em novembro de 2024, mas tem sido repetidamente violado por ambas as partes.
Os ataques contra a UNIFIL geraram tensões diplomáticas significativas, com vários países a convocar embaixadores israelitas para prestar esclarecimentos. Israel negou ter visado intencionalmente as forças de paz, mas a ONU e vários governos europeus rejeitaram as explicações como insuficientes.
A Indonésia, país de maioria muçulmana e maior potência do Sudeste Asiático, é um dos contribuintes históricos para as missões de paz da ONU e mantém uma posição firme de apoio à causa palestiniana, não tendo relações diplomáticas formais com Israel.
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Escrito por RafaFM
Mais de 60 países condenam ataques contra forças de paz da ONU no Líbano
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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