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Mais de 130 parlamentares da ASEAN exigem a libertação imediata de Aung San Suu Kyi e restantes presos políticos detidos pela junta militar de Myanmar

todayJunho 19, 2026 5

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Díli, 19 de junho de 2026 (RAFA.TL) – Mais de 130 parlamentares de onze países, incluindo Timor-Leste, exigiram hoje à ASEAN a libertação imediata de Aung San Suu Kyi, que completa 81 anos, e de todos os presos políticos detidos pela junta militar de Myanmar.

A carta aberta, divulgada pela organização ASEAN Parliamentarians for Human Rights (APHR) e dirigida ao Presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., na qualidade de presidente em exercício da ASEAN em 2026, reúne assinaturas de atuais e antigos parlamentares de todos os Estados-membros da ASEAN.

A iniciativa insere-se nas campanhas “Proof of Life” e “81 for 81”, que exigem provas de vida da antiga líder birmana e a libertação de 81 presos políticos em sua homenagem no dia do seu aniversário.

Os signatários alertam para a gravidade da situação em Myanmar desde o golpe militar de 1 de fevereiro de 2021, citando dados da Associação de Assistência a Presos Políticos (AAPP).

Mais de 31.141 pessoas foram detidas por motivos políticos, mais de 22.000 continuam encarceradas, e mais de 7.800 pessoas, incluindo ativistas pró-democracia e civis, foram mortas. Os parlamentares advertem que os números reais poderão ser superiores aos verificados e documentados.

Relativamente a Aung San Suu Kyi, a carta expressa preocupação com a ausência de verificação independente do seu estado de saúde e paradeiro.

Após relatos de transferência de uma prisão para prisão domiciliária numa localização não divulgada em Naypyidaw, em abril de 2026, a família e os advogados da antiga Prémio Nobel da Paz continuam a enfrentar restrições severas de acesso, e a comunidade internacional não dispõe de confirmação credível das suas condições atuais.

Os signatários pedem à ASEAN que exija formalmente a libertação incondicional e imediata de Aung San Suu Kyi e de todos os presos políticos, e que condicione qualquer envolvimento futuro com a junta à apresentação pública da líder detida e à concessão de acesso imediato para a sua família, advogados e uma equipa médica independente.

Exigem igualmente que qualquer diálogo com as autoridades militares seja inclusivo e condicionado a progressos mensuráveis na libertação de presos políticos, na cessação da violência e no acesso humanitário sem entraves.

A carta invoca os compromissos já assumidos pela própria ASEAN no âmbito do Consenso dos Cinco Pontos, aprovado em abril de 2021 como resposta à crise em Myanmar, e que a junta tem sistematicamente ignorado, apelando à organização regional para que demonstre que a solidariedade regional tem significado concreto para os povos do Sudeste Asiático.

FIM

 

Escrito por RafaFM

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