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São Tomé, 03 de setembro de 2026 (RAFA) – Jornalistas e técnicos da comunicação social de São Tomé e Príncipe iniciaram esta quarta-feira uma greve por tempo indeterminado, reivindicando subsídios salariais em atraso e melhores condições de trabalho, ameaçando não cobrir a tomada de posse do Presidente da República, marcada para hoje.
Segundo o presidente do Sindicato dos Jornalistas São-tomenses (SJS), Jorge Do Ó, a paralisação surge devido a mais um incumprimento de memorandos assinados anteriormente com o Governo relativamente aos mesmos problemas que já tinham motivado greves no passado, segundo a imprensa local.
Estão em causa irregularidades no pagamento de um subsídio proveniente da cobrança da Taxa Audiovisual pela Empresa de Água e Eletricidade (Emae), bem como a melhoria das condições laborais, incluindo a conclusão das obras nas instalações da Televisão São-tomense (TVS) e a melhoria das instalações de trabalho para os profissionais da Agência de Notícias STP-Press, que passaram a funcionar como um departamento junto da Rádio Nacional.
“O grande problema é que já assinámos tantos compromissos e tantos memorandos e não temos tido resultados, e isso leva a que as pessoas não acreditem nos memorandos e nos acordos que são assinados”, afirmou o líder sindical, em declarações à imprensa após uma reunião com os trabalhadores.
Na sequência da declaração de greve, a Rádio Nacional suspendeu a emissão e os jornalistas não têm feito coberturas jornalísticas.
Já a emissão da TVS mantém-se no ar, assegurada pela chefia da estação, uma vez que os profissionais aderiram à paralisação.
Para suspenderem a greve, os trabalhadores exigem o pagamento imediato dos subsídios em atraso relativos à taxa audiovisual.
Caso a paralisação se prolongue, deverá condicionar não só a cobertura da tomada de posse do Presidente da República, Carlos Vila Nova, prevista para quinta-feira, como também o ato central do Dia das Forças Armadas, a 6 de setembro, e o arranque da campanha eleitoral para as legislativas, autárquicas e regionais, agendado para 12 de setembro.
“Tudo terá uma resolução o mais rápido possível, porque nem o sindicato, nem os trabalhadores, nem o Governo estão interessados que isso se prolongue por muito tempo. São questões simples de se resolver”, disse Jorge Do Ó.
FIM
Escrito por RafaFM
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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