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Japão, 17 de setembro de 2026 (RAFA) – Os Asian Games 2026, que arrancam sábado em Nagoia, vão reunir mais de 11 mil atletas da região, um número superior aos 10.700 competidores dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, segundo os organizadores.
Timor-Leste está representado por 13 atletas, oito homens e cinco mulheres, que vão participar em sete modalidades.
No tiro com arco competem Juan Paul Rogimus Da Cruz e Jenifer Maia Da Cruz, nas provas individuais e por equipas mistas.
No atletismo, Manuel Ataide disputa os 100 e os 800 metros, Mouzinho Belo Da Costa Amaral os 100 e os 200 metros, e Levanita Da Costa os 200 e os 400 metros femininos.
Na natação, Jolanio Guterres compete nos 50 e 100 metros livres, nos 50 e 100 metros bruços e nos 50 metros mariposa, enquanto Salena Marlin disputa os 50 metros livres femininos.
Ana Belo representa o país no taekwondo, na categoria de -49kg enquanto no voleibol alinham Joninho Fernandes Xavier e Joel Savio Valente.
No halterofilismo competem Nivio Fernando Da Costa Silva Soares, na categoria de -70kg, e Ester Elisaria Alves, na de -57kg e na luta livre, estilo livre, participa Lourenco De Oliveira Da Costa, na categoria de -57kg.
A delegação timorense é a mais pequena das sete participações do país nos Asian Games, onde se estrou em 2002, com 15 atletas. Em 2018, em Jacarta e Palembang, Timor-Leste chegou a apresentar 69 atletas em 12 modalidades, e em 2014, em Incheon, foram 33 competidores em sete modalidades.
Em Guangzhou, em 2010, a delegação somou 29 atletas, e na estreia, em Busan, em 2002, contou com 15 competidores, entre os quais uma única mulher.
Em relação a Hangzhou 2022, a seleção timorense perde presença no badminton, no caraté, no tiro, no ténis e no voleibol de praia, e ganha estreias no tiro com arco e na luta livre.
Mantém-se a aposta no atletismo, na natação, no taekwondo e no halterofilismo, modalidades que têm sido constantes na presença de Timor-Leste nos Jogos Asiáticos desde a adesão ao movimento olímpico. O país aindanão conquistou, até agora, qualquer medalha.
Na edição deste ano a natação deverá dominar os primeiros seis dias de competição, com a china a apostar em nomes como Pan Zhanle, detentor do recorde mundial dos 100 metros livres, e a jovem Yu Zidi, de 13 anos, que já foi quarta classificada em três provas no último mundial.
A China venceu 201 medalhas de ouro na edição de 2023, contra 52 do Japão e 42 da Coreia do Sul.
No badminton, a sul-coreana An Se-young, número um mundial e campeã olímpica em 2024, chega para defender o título conquistado há três anos na China, depois de vencer o seu terceiro China Masters consecutivo.
No ténis, a filipina Alex Eala, 18ª do ranking WTA, abdica de um torneio obrigatório do circuito para representar o seu país nos jogos, arriscando multa e penalização de pontos.
Rumesh Tharanga Pathirage do Sri Lanka, recente campeão mundial de lançamento do dardo, surge como favorito, à frente do detentor do título olímpico, o paquistanês Arshad Nadeem.
O indiano Neeraj Chopra, campeão olímpico em 2020, falha os jogos por lesão no tornozelo.
Sem aldeia olímpica dedicada, até cinco mil atletas e oficiais vão ficar alojados no navio de cruzeiro italiano Costa Serena, ancorado no porto de Nagoia; outros ficam em hotéis e contentores de madeira temporários.
Os organizadores previam 15 mil atletas e oficiais, mas o número subiu para 17 mil, com a inclusão de novas modalidades como o teqball e o padel, obrigando os que se inscreveram fora do prazo a procurar alojamento próprio.
A China, com 1.400 milhões de habitantes, envia 815 atletas, e Hong Kong, com apenas 7,5 milhões, envia cerca de 580.
A cerimónia de abertura, no sábado, deverá contar com dez mil elementos de segurança, com a presença do imperador Naruhito e da imperatriz Masako, que assistirá também a um jogo de basquetebol no domingo.
Jornalista: António Sampaio
Escrito por RafaFM
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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