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Díli, 29 de Setembro de 2026 (RAFA) – O embaixador do Japão em Timor-Leste, Yasushi Yamamoto apontou esta terça-feira, as infraestruturas e a falta de recursos humanos como desafios no setor ecoturismo em Timor-Leste.
Segundo o diplomata, se não houver investimento sério, o setor continua sendo apenas “potencial”.
“Todos sabem que Timor-Leste tem um enorme potencial para o ecoturismo. É verdade. Mas potencial é sempre potencial. Sem esforço, continuará a ser apenas potencial”, afirmou embaixador, no workshop nacional sobre ecoturismo no salão de MNEC.
O diplomata apontou a falta de infraestruturas como um dos maiores entraves “enfrentei estradas muito difíceis em todo o país, o aeroporto ainda é muito pequeno e o alojamento não é bom o suficiente. Portanto, há muitos desafios”, disse.
Para o embaixador, a chave para o futuro está na formação das pessoas.
“A capacitação, a capacitação humana, é também a questão mais importante para o ecoturismo. Por isso, o workshop de hoje é uma das iniciativas mais importantes para melhorar a capacidade humana”, afirmou.
Apesar disso, destacou o apoio do Japão na renovação do Aeroporto Internacional Presidente Nicolau Lobato e na construção de estradas nacionais como passos importantes para ecoturismo, e garantiu que o apoio continuará no contexto da adesão de Timor-Leste à ASEAN.
“O Japão está agora a renovar o aeroporto internacional. Esse é um passo muito grande também para o ecoturismo. E também já construímos estradas nacionais. Nos próximos anos, no momento da adesão à ASEAN, continuaremos a apoiar Timor-Leste em todos os setores, incluindo as infraestruturas”, sublinhou.
Do lado do Governo, o Ministério do Turismo e Ambiente, através do representante do Diretor Geral, Luis Doutel reconheceu as mesmas dificuldades e garantiu que já existe um plano para responder.
“O Ministério do Turismo e Ambiente está a dar muita atenção aos problemas e desafios que enfrentamos em termos de desenvolvimento do turismo”, afirmou o representante do ministério.
Segundo o representante, muitos sítios turísticos com grande potencial continuam sem estradas, água potável, eletricidade e rede de telecomunicações.
“As infraestruturas estão ligadas à conectividade dos sítios turísticos nos municípios, sítios turísticos que são realmente potenciais, mas alguns ainda carecem de infraestruturas básicas, incluindo estradas, fornecimento de água potável, linha elétrica e linha de comunicação. Vemos que em alguns locais não há rede de comunicação”, explicou.
Para resolver, o ministério prevê orçamento nas Prioridades Políticas do Governo (PPG) para o próximo ano e coordenação com o Ministério das Obras Públicas e o Ministério dos Transportes e Comunicações.
“Estes problemas exigem trabalho conjunto, coordenação com os ministérios relevantes. Para o próximo ano, através das PPG, já previmos orçamentos para melhorar as infraestruturas e vamos coordenar com o Ministério das Obras Públicas para apresentar a lista dos sítios turísticos que precisam de acesso rodoviário, e também com o Ministério dos Transportes e Comunicações sobre alguns sítios turísticos que não têm rede de internet e de telecomunicações”, disse.
O ministério alertou ainda para a necessidade de melhorar o alojamento, que depende de investimento privado, para cumprir os padrões exigidos pela ASEAN.
“Há infraestruturas turísticas que o ministério precisa de começar a melhorar. Um exemplo é o alojamento. Porque na ASEAN também há padrões que precisamos de preencher, padrões regionais e internacionais”, concluiu.
Jornalista: Mateus Romário
Escrito por RafaFM
Japão e Ministério do Turismo apontam infraestrutura e recursos humanos como desafios do ecoturismo
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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