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Inflação em Timor-Leste desacelera para 0,5% em julho, transportes com maior subida

todayAgosto 19, 2026 39

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Díli, 19 de agosto de 2026 (RAFA) – A taxa de inflação anual em Timor-Leste fixou-se em 0,5% em julho, mantendo-se estável face ao mês anterior, com os transportes a registarem a subida mais acentuada entre os grupos de despesa, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INETL).

De acordo com o Índice de Preços no Consumidor (IPC), divulgado hoje, um cabaz de bens e serviços que custava 100 dólares em julho de 2025 custava 100,05 dólares em julho de 2026. Em termos mensais, os preços subiram 0,2% face a junho, a mesma variação registada entre maio e junho.

O grupo dos transportes lidera de forma destacada a subida de preços em termos anuais, com um aumento de 6,3%, impulsionado sobretudo pela rubrica de operação de equipamento de transporte pessoal, que disparou 13,3%.

Em sentido contrário, numa base mensal, os transportes recuaram 0,3% entre junho e julho.

Os alimentos e bebidas não alcoólicas subiram 0,4% em termos anuais, com destaque para os aumentos nas águas minerais, refrigerantes e sumos de fruta e vegetais (+9,1%), óleos e gorduras (+5,7%), pão e cereais (+2,7%), café, chá e cacau (+0,9%) e produtos hortícolas (+4,4%).

Em sentido inverso, o arroz caiu 3,5%, o açúcar, doces, mel, chocolate e confeitaria recuaram 4,8% e o leite, queijo e ovos desceram 1,9%.

Outros grupos com subidas anuais assinaláveis foram o vestuário e calçado (+1,1%), a habitação (+0,3%), as comunicações (+0,3%) e a educação (+0,3%).

Já o álcool e tabaco caiu 0,7%, o mobiliário, equipamento doméstico e manutenção rotineira do lar recuou 1,5% e o lazer e cultura desceu 0,6%.

Numa base mensal, entre junho e julho, os principais impulsionadores da subida de 0,2% do índice geral foram os alimentos e bebidas não alcoólicas (+0,3%), com destaque para os produtos hortícolas (+3,0%), óleos e gorduras (+0,4%) e carne (+0,5%); o vestuário e calçado (+0,8%), sobretudo por via do calçado e acessórios de vestuário (+2,4%); e o mobiliário e equipamento doméstico (+0,2%), impulsionado pelos eletrodomésticos (+1,5%).

Estas subidas foram parcialmente compensadas pela descida dos transportes (-0,3%), devido à queda nos custos de operação de veículos pessoais (-0,6%), e da habitação (-0,2%), com a rubrica de água, eletricidade, gás e outros combustíveis a recuar 0,3%.

O relatório distingue ainda entre inflação de bens transacionáveis, mais expostos à concorrência internacional e às flutuações cambiais, e não transacionáveis, mais associados à procura e oferta internas.

A taxa anual dos bens transacionáveis situou-se em 0,5%, a mesma do índice geral, enquanto a dos não transacionáveis foi de 0,3%. Segundo o INETL, esta evolução indica que a inflação atual em Timor-Leste está a ser conduzida sobretudo por pressões de preços internacionais e por flutuações cambiais, mais do que por fatores puramente domésticos.

Os dados mostram também diferenças significativas entre municípios. Em Díli, a inflação anual atingiu 1,1%, a mais elevada entre as três séries analíticas publicadas pelo INETL, impulsionada pelos alimentos e bebidas não alcoólicas (+1,4%) e pelos transportes (+5,8%).

Já em Baucau, o índice geral de preços caiu 2,1% em termos anuais, com quedas acentuadas no açúcar e produtos afins (-16,3%), nos óleos e gorduras (-14,9%) e no álcool e tabaco (-5,6%).

Nos restantes municípios do país, agregados na categoria “Outros”, a inflação anual foi de 0,3%, com o arroz a cair 4,8% e os óleos e gorduras a subirem 8%.

O próximo boletim do IPC, referente a agosto, será divulgado a 22 de setembro.

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Escrito por RafaFM

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