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Infantino terá oferecido final do Mundial 2030 a Marrocos em troca de apoio à reeleição, segundo The Times

todayAgosto 6, 2026 17

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Rabat, 6 de agosto de 2026 (RAFA) – A FIFA reafirmou esta quarta-feira “total apoio” a Gianni Infantino numa reunião de crise em Marrocos, horas depois de o diário britânico The Times ter noticiado que o presidente ofereceu a Marrocos a final do Mundial de 2030 em troca de apoio à sua reeleição.

Segundo a imprensa internacional a cúpula da FIFA reafirmou o apoio ao dirigente suíço durante o encontro, realizado no contexto da polémica proposta de Infantino para criar uma empresa destinada a gerir os direitos comerciais das principais competições do organismo, incluindo o Mundial, e vender participações a investidores privados.

O projeto gerou críticas e resistência de dirigentes e confederações em várias partes do mundo, incluindo do primeiro-ministro do Canadá.

O apoio reafirmado pela FIFA surge no mesmo dia em que o The Times avançou que Infantino ofereceu a Marrocos acolher a final do Mundial de 2030 em troca de receber apoios para se manter no cargo, numa reunião realizada em Rabat, capital marroquina, onde procura resolver a crise que enfrenta.

O Mundial de 2030 será organizado em conjunto por Espanha, Portugal e Marrocos, com três jogos adicionais disputados no Paraguai, na Argentina e no Uruguai, em celebração do centenário da prova, cuja primeira edição decorreu em solo uruguaio em 1930.

A eventual escolha de Marrocos para acolher a final representaria um revés tanto para Espanha como para Portugal.

A proposta de Infantino provocou mal-estar imediato nas federações de Espanha e Portugal, sócias organizadoras do torneio junto do país africano, que davam como garantido que a definição do título se disputaria em solo ibérico.

A candidatura conjunta apresentada pelos três países nunca escondeu que um dos principais objetivos da parte espanhola era acolher a final.

Portugal estreia-se na organização de um Mundial, recebendo jogos em três estádios – Estádio da Luz e Estádio José Alvalade, em Lisboa, e Estádio do Dragão, no Porto -, com o recinto do Benfica destinado a acolher uma das meias-finais da competição.

A final estava inicialmente prevista para o Santiago Bernabéu, em Madrid, ainda que Marrocos esteja a construir, em Casablanca, o Grande Estádio Hassan II, com capacidade para 115 mil espectadores, na tentativa de convencer a FIFA a escolhê-lo para o encontro decisivo.

A FIFA já tinha reagido às informações do The Times antes da reunião de crise.

Um porta-voz do organismo classificou como “falso e enganador” afirmar que o presidente da FIFA tenha feito alguma promessa relativa à organização da final da Copa do Mundo de 2030, sublinhando que a decisão será tomada pela FIFA no momento oportuno.

A oferta surge num momento em que Infantino perde apoios sucessivos entre federações nacionais, na sequência do plano falhado de venda de participações do Mundial a investidores privados.

Infantino perdeu o apoio da Associação Inglesa de Futebol, da Associação Galesa de Futebol e de outras federações, depois de a UEFA ter votado o boicote a todas as competições da FIFA na sequência do projeto de capitalização privada.

O plano previa a venda de até 20 por cento da participação a investidores privados, gerando um valor estimado de 4.200 milhões de dólares, iniciativa que gerou fortes críticas dentro do futebol internacional.

O antigo internacional português Luís Figo pediu publicamente a demissão do dirigente suíço, considerando o seu comportamento recente como o mais “baixo, desonesto e cobarde” que já testemunhou no futebol. O presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Rafael Louzán, tem reiterado por diversas vezes a intenção clara de que a final se dispute em Espanha, apontando o Santiago Bernabéu, com 83 mil lugares, como o palco favorito.

As próximas eleições presidenciais da FIFA estão marcadas para março de 2027, em Marrocos, e um novo mandato representaria o quarto e último para Infantino à frente do organismo, que se encontra na presidência há uma década e conta com Marrocos como um dos seus aliados mais próximos.

FIM

 

Escrito por RafaFM

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