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Hong Kong, 16 de setembro de 2026 (RAFA) – O líder de Hong Kong, John Lee, apresentou hoje o primeiro plano quinquenal da cidade, prevendo acelerar o desenvolvimento de uma nova metrópole de 30 mil hectares junto à fronteira com a China continental.
O plano abrangente, que resulta de dois meses de consultas do governo com deputados e residentes, abarca áreas que vão da economia e do investimento à habitação, ao emprego, à educação e à saúde.
O documento, intitulado “Primeiro Plano Quinquenal para o Desenvolvimento Económico e Social da Região Administrativa Especial de Hong Kong (2026-2030)”, foi apresentado por Lee numa reunião especial do Conselho Legislativo, seguida da divulgação do discurso anual sobre o estado da região – o quinto e último do atual mandato do líder de Hong Kong, que termina em junho do próximo ano, segundo a Bloomberg.
O plano prevê acelerar o desenvolvimento da Metrópole do Norte, uma área de 30 mil hectares junto à fronteira com a China continental, como novo motor de crescimento, reforçando as ligações tecnológicas e os laços com o continente para criar emprego e habitação.
Quando concluída, afirmou Lee, a zona será ideal “para viver, trabalhar e viajar, reforçando ainda mais a competitividade global de Hong Kong e o impulso para um desenvolvimento sustentável”.
A estratégia surge depois de Pequim ter aprovado em março um plano quinquenal nacional para o período até 2030, no mais recente exercício de definição de um roteiro oficial para o desenvolvimento social e económico da China.
Os cinco grandes objetivos do plano de Hong Kong incluem a consolidação das áreas financeira, marítima e comercial, a aceleração dos esforços em tecnologias de informação e o reforço do papel do território como principal centro internacional de operações em renminbi fora da China continental.
Hong Kong vai atuar como “super conector” e integrar-se na Grande Área da Baía, afirmou Lee. “Vamos acelerar o alinhamento com as principais estratégias nacionais em matéria de tecnologia”, disse, adiantando que o foco incidirá em áreas que vão do estilo de vida e cuidados de saúde à inteligência artificial e robótica, microeletrónica, novas energias, indústria avançada e novos materiais.
O plano prevê ainda reforçar Hong Kong como centro internacional de serviços jurídicos e de resolução de litígios.
O governo apresentou pela primeira vez os planos para a Metrópole do Norte em 2021, com o objetivo de fornecer habitação a cerca de 2,5 milhões de pessoas, atenuando uma escassez crónica de casas, e criar um novo distrito de negócios.
O projeto inclui ainda três novos campus universitários. As autoridades afirmam que a área criará cerca de 650 mil empregos quando estiver plenamente desenvolvida.
Hong Kong, um território densamente povoado com 7,5 milhões de habitantes, tem enfrentado um mal-estar económico pós-pandemia e a queda do mercado imobiliário – durante muito tempo o principal pilar das receitas públicas provenientes da venda de terrenos.
Lee, antigo polícia e secretário para a Segurança de Hong Kong, assumiu a liderança do território em 2022, no rescaldo da pandemia de covid-19 e dos protestos antigovernamentais em massa de 2019, que levaram Pequim a impor no ano seguinte uma abrangente Lei de Segurança Nacional.
Apesar de ter liderado a recuperação económica do território, a sua administração também enfrentou pressão na sequência do incêndio de novembro passado no Wang Fuk Court, em Tai Po, que causou 168 mortos e deixou milhares de pessoas sem casa – o incêndio mais mortífero em Hong Kong em décadas.
FIM
Escrito por RafaFM
Hong Kong apresenta primeiro plano quinquenal para criar emprego habitação e reforçar laços com a China continental
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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