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Governo planeia criar centro de formação de excelência para indústria extrativa

todayAgosto 5, 2026 6

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Díli, 5 de agosto de 2026 (RAFA) – O Ministério do Petróleo e Recursos Minerais e a Autoridade Nacional do Petróleo assinaram terça-feira um acordo com as malaias EPOMS e Sarawak Skills para estudar a viabilidade de um centro de formação na área extrativa.

A iniciativa visa criar o Extractive Industry Training Center (EITC), destinado a qualificar mão-de-obra nos setores petrolífero e mineral de Timor-Leste.

O estudo de viabilidade vai avaliar as necessidades de força laboral, identificar lacunas de competências e recomendar padrões internacionais de formação, além de definir um roteiro de implementação para o futuro centro.

O documento deverá refletir as prioridades nacionais de industrialização e a projeção do setor a longo prazo, segundo o acordo assinado entre as partes.

O diretor executivo da Sarawak Skills, Hallman Sabri, afirmou que o EITC reflete uma aposta no capital humano através da educação, formação técnico-vocacional, consolidação institucional e desenvolvimento da força laboral de apoio à indústria extrativa.

Sabri sublinhou que esta aposta coincide com o objetivo de otimizar os recursos naturais timorenses para o desenvolvimento económico do país.

O programa a desenhar pela Sarawak Skills vai orientar-se para o reforço de capacidades individuais e práticas, competências tecnológicas e de inovação, com vista à criação de emprego e ao crescimento económico sustentável.

O ministro do Petróleo e Recursos Minerais, Francisco da Costa Monteiro, destacou a importância de criar um centro de formação de excelência para preparar recursos humanos a longo prazo.

Monteiro defendeu que a transformação dos setores petrolífero e mineral rumo à industrialização não exige apenas investimento, mas também a criação de um ecossistema de trabalho sustentado pela formação.

O Ministério e as entidades tuteladas continuam focados na preparação de recursos especializados nos setores petrolífero e mineral, no âmbito da visão do governo de transformar a natureza extrativa destas indústrias em industrialização.

O anúncio surge num momento de transição para a economia timorense, historicamente dependente da extração petrolífera. O campo de Bayu-Undan, principal fonte de receita do país durante duas décadas, encerrou a produção em junho de 2025, tornando Timor-Leste, pela primeira vez, dependente do rendimento gerado pelo Fundo Petrolífero.

O Fundo Petrolífero, criado em 2005 e gerido pelo Banco Central de Timor-Leste, constitui a pedra angular da política económica do país, previsto na Constituição para assegurar o uso equitativo dos recursos naturais em benefício das gerações futuras.

A negociação do projeto Greater Sunrise, ao largo da costa sul, mantém-se como prioridade do executivo.

Em julho, o ministro Francisco da Costa Monteiro reafirmou que os governos de Timor-Leste e da Austrália, em conjunto com os parceiros da joint venture – TIMOR GAP, Woodside Energy e Osaka Gas – negoceiam atualmente o Código de Mineração Petrolífera, o Contrato de Partilha de Produção e o Regime Fiscal que servirão de base legal e contratual ao projeto.

Sem novos desenvolvimentos de vulto no setor de recursos naturais, o país enfrenta pressão crescente para diversificar a economia, com projeções oficiais a apontar para um possível esgotamento do Fundo Petrolífero até 2038, caso não haja consolidação fiscal significativa.

É neste quadro que o Governo insere a criação de um centro de formação de excelência, visando garantir mão-de-obra qualificada timorense para acompanhar a eventual industrialização do setor petrolífero e mineral, reduzindo a dependência histórica de competências estrangeiras nesta área.

FIM

Escrito por RafaFM

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