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Fundo Petrolífero de Timor-Leste recua para 18,31 MMD no primeiro trimestre de 2026

todayMaio 8, 2026 57

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Díli, 8 de maio de 2026 (RAFA.TL) – O Fundo Petrolífero de Timor-Leste encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um capital de 18,31 mil milhões de dólares, uma redução de 298,8 milhões de dólares face trimestre anterior, segundo o relatório trimestral divulgado hoje pelo Banco Central de Timor-Leste (BCTL).

A redução de 1,61% face ao valor de 18,61 mil milhões de dólares registados no final de 2025, ocorreu num trimestre marcado por um retorno negativo de investimento de -103,30 milhões de dólares, correspondente a uma taxa de -0,55% sobre o total do Fundo.

O resultado é, ainda assim, ligeiramente superior ao benchmark de referência, que registou -0,63%, traduzindo uma diferença positiva de 0,08 pontos percentuais a favor da gestão timorense.

As entradas brutas provenientes de royalties e impostos petrolíferos foram de apenas 4,50 milhões de dólares no trimestre – um valor residual que ilustra a acelerada depleção dos campos do Mar de Timor.

As saídas do Fundo totalizaram 204,18 milhões de dólares, sendo 200 milhões relativos à transferência para o Orçamento Geral do Estado (OGE), realizada em fevereiro, e 4,18 milhões referentes a custos de gestão.

Comparativamente, no primeiro trimestre de 2025 o Fundo transferiu 250 milhões para o OGE e registou um retorno positivo de 221,16 milhões de dólares – uma inversão significativa face ao trimestre atual.

O desempenho negativo refletiu a pressão dos mercados financeiros globais, dominados pelas tensões geopolíticas no Médio Oriente, que desencadearam um choque inflacionista generalizado, perturbações nas cadeias de abastecimento e aumento dos custos de energia e alimentação em todo o mundo, segundo o relatório.

O principal fator de perda foi a carteira de ações internacionais, que registou um retorno de -3,28% no trimestre, num contexto em que o índice MSCI World caiu 3,57% e o S&P 500 norte-americano registou a sua pior queda trimestral desde 2022, com -4,3%.

A carteira de ações do Fundo superou, ainda assim, o benchmark de referência por uma margem de 0,29 pontos percentuais.

Em sentido inverso, a componente de ações australianas foi a única a registar retorno positivo no trimestre, com +3,12%, beneficiando da exposição ao setor energético e de matérias-primas.

O Fundo está estruturado em duas carteiras principais dentro do segmento de mercado financeiro, que representa 97,1% do total.

A Carteira de Liquidez, com 22,4% dos ativos no final de março, registou +0,43% no trimestre, ligeiramente abaixo do benchmark (+0,45%).

A Carteira de Crescimento, com 77,6% dos ativos, registou -1,04%, mas superou o benchmark de -1,15% por uma margem de 0,11 pontos percentuais.

Desde o início do Fundo, em 2005, o retorno acumulado total situa-se nos 4,58% anualizados, face a um benchmark de 4,55%.

Os gestores externos que compõem a carteira incluem grandes nomes da gestão de ativos global, entre os quais a BlackRock, a Schroders, a SSgA (State Street Global Advisors), a BIS, a Franklin Templeton e a Barings. O BCTL gere diretamente as carteiras de obrigações do Tesouro dos EUA e as ações australianas.

FIM

Escrito por RafaFM

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