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Díli, 3 de Setembro de 2026 (RAFA) – O financiamento climático internacional deve reforçar a capacidade dos países mais vulneráveis para liderarem o seu próprio desenvolvimento, e não criar dependência externa. A posição foi defendida pelo Governo timorense esta quinta-feira, na abertura da Reunião Estratégica e Ministerial dos Países Menos Desenvolvidos (PMD), em Díli.
O Vice-Primeiro ministro Francisco Kalbuadi Lay destacou que Timor-Leste partilha das mesmas vulnerabilidades dos demais PMD, como degradação costeira, insegurança alimentar e eventos climáticos extremos.
”Temos a responsabilidade de garantir que as prioridades dos PMD estejam refletidas na agenda climática global. Temos de agir agora, juntos e com urgência”, afirmou.
Kalbuady Lay defendeu que o debate não deve centrar-se apenas no volume de financiamento, mas também em como os recursos são entregues, quem lidera e se fortalecem as instituições nacionais.
”Sempre que possível, o financiamento climático deve ser canalizado através dos sistemas nacionais de planeamento, orçamento e auditoria. Isso constrói parcerias mais fortes e evita sistemas paralelos”, disse.
Kalbuadi Lay sublinhou ainda a necessidade de transferência de conhecimento e tecnologia, e de transparência e boa governação na aplicação dos recursos.
”O sucesso não se mede pelo dinheiro gasto, mas por instituições mais fortes, maior capacidade nacional e comunidades mais resilientes.”
Ao encerrar, o governante apresentou 4 prioridades para o mandato dos PMD na COP-31: financiamento adequado para adaptação, implementação baseada na ciência para a meta 1.5°C, voz política coletiva do grupo, e parcerias que respeitem a liderança nacional.
”O financiamento climático não deve apenas pagar projetos nos PMD. Deve capacitar os PMD para liderar, gerir e sustentar o seu próprio desenvolvimento resiliente ao clima.”
A reunião reúne delegações dos 44 países do Grupo PMD, que representam cerca de 1.22 mil milhões de pessoas e preparam uma posição comum para a COP-31.
Jornalista: Mateus Romário
Escrito por RafaFM
defende Timor-Leste Financiamento climático deve fortalecer países e não criar dependência
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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