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Filipinas: buscas prosseguem entre escombros após sismo mais forte em meio século

todayJunho 9, 2026 17

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Díli, 9 de junho de 2026 (RAFA.TL) – As equipas de socorro continuam hoje a vasculhar edifícios em ruínas no sul das Filipinas para garantir que ninguém permanece soterrado, um dia após um dos sismos mais fortes a atingir o país em meio século ter matado pelo menos 37 pessoas e deslocado mais de 20 mil.

O terramoto de magnitude 7,8, com epicentro no mar ao largo de Mindanau, a segunda maior ilha do arquipélago filipino, feriu cerca de 500 pessoas e forçou mais de 20 mil a abandonar as suas casas, a maioria das quais se refugiou em abrigos de emergência.

Apenas quatro pessoas constavam oficialmente como desaparecidas nas províncias do sul próximas do epicentro, mas o Gabinete de Defesa Civil reconheceu que vários edifícios colapsados ou gravemente danificados têm de ser minuciosamente inspecionados em busca de eventuais sobreviventes ou vítimas.

 

O Governo timorense manifestou já a sua solidariedade para com as Filipinas, através de um comunicado emitido pela Presidência do Conselho de Ministros.

O ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Porta-Voz do Governo, Agio Pereira, afirmou que “neste momento de dor para o povo filipino, Timor-Leste manifesta a sua solidariedade para com as Filipinas, um país amigo de longa data e parceiro no âmbito da ASEAN”.

“Transmitimos as nossas condolências às famílias das vítimas e desejamos uma rápida recuperação aos feridos e às comunidades atingidas por esta tragédia”, refere a nota.

O sismo deixou um rasto de destruição, incluindo em General Santos, cidade costeira de mais de 700 000 habitantes conhecida como a capital nacional do atum, onde pelo menos 13 pessoas morreram em edifícios colapsados e devido a queda de escombros.

Pelo menos 18 morreram na província de Sarangani, a maioria num deslizamento de terras que soterrou habitações na localidade montanhosa de Glan. As restantes mortes foram registadas nas províncias do Sul de Cotabato e Davao Ocidental e na ilha de Balut.

Cerca de duas mil habitações e 117 edifícios e instalações governamentais ficaram danificados em várias províncias, segundo uma avaliação preliminar de danos.

O aeroporto internacional de General Santos permanecia encerrado, obrigando ao cancelamento de 63 voos domésticos, com exceção dos de missão humanitária.

Cerca de 6 000 edifícios de escolas públicas nas províncias afetadas têm de ser avaliados antes de as aulas poderem ser retomadas. O sismo ocorreu precisamente no primeiro dia de aulas a nível nacional após dois meses de férias de verão, tendo muitos dos feridos sido alunos que se tinham reunido com entusiasmo para as cerimónias matinais de hasteamento da bandeira.

O terramoto de segunda-feira foi desencadeado por um movimento na Fossa de Cotabato e foi o mais forte desde que a mesma depressão submarina provocou um sismo de magnitude 8,1 a 17 de agosto de 1976, que gerou ondas de tsunami que atingiram entre 8 a 10 metros e varreram várias localidades e províncias, matando cerca de 8 000 pessoas.

O diretor do Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia, Teresito Bacolcol, disse à AP que o instituto tinha programado para agosto a colocação de marcos alusivos ao aniversário do sismo e tsunâmi de 1976, para alertar as cidades e localidades vulneráveis para a necessidade de vigilância permanente.

As autoridades advertiram que edifícios que apresentam fissuras poderão colapsar devido a réplicas, algumas delas perigosamente intensas.

“Não podemos forçar a reabertura imediata das escolas porque temos de garantir a integridade dos edifícios”, disse Rafaelito Alejandro, do Gabinete de Defesa Civil.

O presidente Ferdinand Marcos Jr. deslocou altos responsáveis de gestão de catástrofes de Manila para supervisionar as buscas e o salvamento, a distribuição de dezenas de milhares de pacotes de alimentos e materiais de construção às vítimas e para avaliar os danos em pontes, estradas e outras infraestruturas.

Os Estados Unidos, aliado de defesa das Filipinas por tratado, a França, o Japão e a Nova Zelândia manifestaram solidariedade e disponibilidade para apoiar as operações de resposta ao desastre.

FIM

Escrito por RafaFM

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