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Díli, 16 de junho de 2026 (RAFA.TL) – As federações de futebol de Cabo Verde, Curaçau, Uzbequistão, Congo, Haiti, Jordânia, Argélia, Tunísia, Marrocos, Egito, Gana, Senegal, África do Sul e Costa do Marfim emitiram um comunicado conjunto no domingo a rejeitar as declarações do presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, que caracterizou vários jogos do Mundial de 48 equipas como “desinteressantes”.
As declarações de Ceferin foram citadas pelo jornal esloveno Delo, tendo o dirigente afirmado que o alargamento do torneio resultou em “muitos jogos completamente desinteressantes”.
Numa outra publicação eslovena, Ceferin terá acrescentado uma nota menos negativa, reconhecendo que “mesmo países pequenos podem participar e sentir o pulso do Mundial, o que é uma grande coisa”.
As treze associações, porém, concentraram-se nas críticas e responderam em uníssono. “Rejeitamos com respeito, mas firmeza, estes comentários”, lê-se no comunicado, a que a RAFA.TL teve acesso.
“Para os nossos países, não existe tal coisa como um jogo do Mundial sem importância.”
O texto sublinha que, para Cabo Verde, Curaçau e Uzbequistão – países que participam pela primeira vez na fase final do torneio -, “a qualificação para o Mundial representa uma conquista histórica e a concretização de um sonho partilhado por gerações”.
Para nações como o Congo e o Haiti, “regressar ao maior palco do futebol depois de uma longa ausência tem um significado especial para milhões de adeptos que esperaram anos, em alguns casos décadas, por este momento”.
O comunicado sublinha ainda que “o futebol não pertence a um grupo restrito de nações” e que “a sua força vem da sua universalidade”, acrescentando que “por detrás de cada qualificação estão anos de trabalho e investimento” e que “por detrás de cada seleção estão comunidades inteiras e milhões de pessoas que veem o futebol como fonte de orgulho, esperança e unidade”.
As declarações de Ceferin inserem-se numa posição crítica que o dirigente esloveno tem mantido em relação ao alargamento do Mundial a 48 equipas, expansão aprovada pela FIFA e que está a ser aplicada pela primeira vez nesta edição, coorganizada pelos Estados Unidos, Canadá e México.
O alargamento abriu portas a várias nações que nunca tinham participado ou que regressavam ao torneio após longas ausências, casos precisamente de Cabo Verde, Curaçau e Uzbequistão, entre as estreantes.
O comunicado conclui com uma declaração de princípio dirigida diretamente à FIFA e às instituições do futebol mundial:
“Acreditamos que cada nação que se qualifica merece respeito. Cada equipa ganhou o seu lugar por mérito. Cada adepto tem o direito de sonhar. Cada jogo tem significado para milhões de pessoas em todo o mundo.”
A NTV/ETO Telco detém os direitos de transmissão do Mundial 2026 para Timor-Leste.
FIM
Escrito por RafaFM
asiáticas e caribenhas rejeitam declarações do presidente da UEFA sobre jogos "desinteressantes" no Mundial Federações africanas
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