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ETO realiza segunda consulta pública sobre projeto de armazenamento de combustível e construção de jetty em Kaitehu

todayJulho 21, 2026 24

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Liquiçá, 21 de julho de 2026 (RAFA.TL) – A empresa nacional Esperança Timor Oan (ETO) prosseguiu, esta terça-feira, com a segunda fase da consulta pública junto da comunidade de Kaitehu sobre um projeto de armazenamento de combustível, armazenamento de gás e construção de um jetty da ETO, na Aldeia de Mota Ikun, Bazartete, em Liquiçá.

Responsáveis da ETO estiveram reunidos com a comunidade e as autoridades locais para dar conta de informação sobre o projeto e ouvir as preocupações e comentários dos habitantes locais.

O chefe da Administração da ETO, Jacinto Noronha, explicou que a sucursal em Kaitehu promoveu esta nova ronda de consulta para cumprir os requisitos legais e recolher as opiniões da comunidade sobre o projeto, que deverá ser implementado no futuro.

“Pedimos e ouvimos as opiniões (feedback) da comunidade sobre qualquer informação relacionada com este projeto, para que possamos reunir essas opiniões e tê-las em consideração, contemplando-as no documento – isto é o mais importante”, afirmou Noronha.

O administrador do Posto Administrativo de Bazartete, João Nascimento Braz, presente na consulta, sublinhou que a participação da autoridade local tem como objetivo apoiar o investimento que a ETO pretende realizar na Aldeia de Kaitehu, e não travar o investimento.

“A presença da autoridade não é para criar impedimentos, mas para apoiar a presença do investimento e também para ouvir as opiniões da comunidade sobre este investimento. Este investimento é de dimensão considerável, podemos falar de uma categoria A, pelo que é necessária uma consulta pública mais aprofundada para que, depois, não tenha um impacto maior sobre a nossa comunidade”, declarou.

Braz pediu ainda uma análise cuidada das questões relacionadas com o mar, a gestão de resíduos e a saúde da comunidade.

O diretor da Hersege Consultiva, Herculano Ivo Lopes Granadeiro, recordou que o processo obedece à lei e que a empresa terá de cumprir todos os requisitos exigidos, uma vez que o projeto se enquadra na categoria A e decorrerá em várias fases, sendo esta consulta pública a primeira etapa formal.

“Esta consulta pública que estamos agora a realizar deve continuar a ser feita para melhorar e ouvir, e hoje também ouvi informações e as vossas preocupações, para que possamos melhorar novamente na fase do estudo de impacto ambiental (EIA) e no plano de gestão ambiental (PGA), até obtermos a licença ambiental”, disse Granadeiro.

Um membro da comunidade, Francisco Varela, da Aldeia de Mota Ikun, agradeceu à ETO a abertura demonstrada ao envolver a população antes do avanço do projeto.

“Agradecemos e estamos gratos à ETO porque, quando a ETO chegou aqui, não veio fazer de nós vítimas. Primeiro explicou à comunidade e às autoridades locais, sentámo-nos juntos com a empresa para podermos avançar, e assim ficámos a conhecer os impactos positivos e negativos deste projeto”, afirmou.

Varela apelou ainda a que a ETO concretize o projeto de forma a criar postos de trabalho para os jovens da aldeia, contribuindo assim para a economia local e para as necessidades das famílias.

Também a moradora Delfin agradeceu à empresa a iniciativa de sensibilização, que considerou essencial para que a população compreenda bem o projeto antes da sua implementação.

“Queremos pedir à ETO que, quando entrar aqui, agradecemos, mas quando precisar de trabalhadores, que tenha em consideração os muitos jovens que aqui existem”, recomendou.

O chefe do Suco de Mota Ulun, Francisco Soares, defendeu a necessidade de uma coordenação sólida entre as partes, de modo a evitar mal-entendidos ao longo da implementação do projeto.

“Agradecemos e é importante que tenhamos uma linha de coordenação com a empresa ETO e com o Estado; o Estado também somos nós, o pequeno Estado aqui em baixo – é importante que nos consideremos mutuamente. Se não nos considerarmos, poderão surgir mal-entendidos e, nalgum momento, poderão contactar-me e eu dizer que não. Primeiro, temos esta linha de coordenação, mas no futuro também terá de existir uma linha de coordenação”, disse.

A segunda consulta pública contou com ampla participação das autoridades do Posto Administrativo de Bazartete, chefes de suco, chefes de aldeia, comunidade e organizações não-governamentais.

A primeira consulta pública sobre este investimento realizou-se no sábado, 24 de janeiro de 2026, com a participação da Autoridade Nacional do Petróleo (ANP) e de consultores técnicos do estudo de impacto ambiental.

Jornalista: Zita Menezes/Editor: Vito Salvador

Escrito por RafaFM

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