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Espanha e Argentina disputam na madrugada de segunda-feira o título mais cobiçado do futebol mundial

todayJulho 18, 2026 14

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Díli, 18 de julho de 2026 (RAFA.TL) – A Espanha e a Argentina vão disputar na madrugada de segunda-feira, hora de Timor-Leste, a final do Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, num duelo que junta os campeões da Europa e do Mundo e coloca frente a frente Lionel Messi e Lamine Yamal.

A seleção orientada por Luis de la Fuente venceu o Grupo H sem qualquer sobressalto: empatou 0-0 com Cabo Verde na estreia, goleou a Arábia Saudita por 4-0 e fechou a fase de grupos com uma vitória por 1-0 sobre o Uruguai.

Na ronda a 32, Espanha bateu a Áustria por 3-0, depois afastou Portugal por 1-0, com um golo de Mikel Merino já nos descontos e nos quartos de final, superou a Bélgica por 2-1 – Fabián Ruiz adiantou os espanhóis, Timothy Castagne empatou e Merino voltou a decidir, aos 88 minutos.

Na meia-final, a “fúria vermelha” impôs-se à França por 2-0, em Dallas.

Até aos quartos de final, a Espanha não tinha sofrido um único golo em cinco jogos – um registo sem paralelo na competição, quebrado apenas pela Bélgica.

A Argentina venceu com autoridade o Grupo J, com Argélia, Áustria e Jordânia como adversários, somando nove pontos e oito golos marcados.

Na ronda a 32 a equipa de Lionel Scaloni sofreu para afastar Cabo Verde, vencendo apenas no prolongamento por 3-2, com golos de Lisandro Martínez e Cristian Romero.

Depois seguiu-se uma reviravolta dramática frente ao Egipto: chegou a perder por 0-2, viu Messi falhar um penálti, mas remontou com golos de Romero, do próprio Messi e de Enzo Fernández, já aos 90+2 minutos, fechando o jogo em 3-2. O encontro ficou marcado por várias polémicas e protestos.

Nos quartos de final, a Argentina voltou a precisar de prolongamento para eliminar a Suíça, vencendo por 3-1, com golos de Alexis Mac Allister, Julián Álvarez e Lautaro Martínez, e um tento suíço apontado por Dan Ndoye.

Na meia-final, em Atlanta, a Argentina esteve a perder por 0-1 frente à Inglaterra, com um golo de Anthony Gordon aos 56 minutos, mas voltou a mostrar a sua capacidade de reação: Enzo Fernández empatou aos 86 minutos e Lautaro Martínez, de cabeça, na sequência de assistência de Messi, selou a reviravolta aos 90+3 minutos, fechando o marcador em 2-1.

A Argentina chega à final com um registo de sete jogos, sete vitórias, 19 golos marcados e oito sofridos, confirmando um percurso mais irregular do que o da Espanha, mas marcado pela capacidade de decidir nos momentos finais.

O confronto reúne dois jogadores associados ao mesmo clube de formação, o Barcelona, e ambos atuam preferencialmente no corredor direito, apesar de canhotos.

Lionel Messi, aos 39 anos, lidera a corrida à bota de ouro do torneio, com oito golos e quatro assistências, e procura tornar-se apenas o terceiro jogador a revalidar o título mundial.

Lamine Yamal, de 19 anos, tem sido peça-chave da campanha espanhola, apesar de problemas físicos numa coxa que tem vindo a gerir ao longo da competição.

Espanha e Argentina defrontaram-se catorze vezes desde 1952, com um registo totalmente equilibrado: seis vitórias para cada seleção e dois empates.

Em fases finais de campeonatos do mundo, os dois países só se cruzaram uma vez, na fase de grupos de 1966, com vitória argentina por 2-1.

O confronto mais recente entre as duas equipas data de 2018, num particular em que a Espanha venceu por 6-1.

As duas seleções deveriam também ter-se defrontado na Finalissima de 2026, agendada para 27 de março, no Estádio Icónico de Lusail, no Qatar, na qualidade de campeãs da Europa e da América do Sul, respetivamente. O jogo acabou cancelado devido à situação de segurança na região, associada ao conflito no Médio Oriente, e à impossibilidade de encontrar uma sede alternativa.

A final de segunda-feira representa a primeira vez na história dos mundiais em que se defrontam os dois atuais campeões continentais em título.

Será também o primeiro encontro, desde a criação do ranking da FIFA, em 1992, entre as duas seleções colocadas nos dois primeiros lugares da tabela – com a Argentina no topo e a Espanha na posição seguinte.

O MetLife Stadium, onde decorre a final, já recebeu outras finais de relevo, entre as quais a final da Copa América Centenário de 2016, vencida pelo Chile frente à Argentina, e a última Copa América, conquistada precisamente pela seleção albiceleste.

FIM

Escrito por RafaFM

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