Ouvir RAFA Ritmo, Voz e Coração de Timor
Estocolmo, 14 de setembro de 2026 (RAFA) – As eleições legislativas suecas terminaram esta madrugada com um quase empate técnico, com a oposição de esquerda a liderar por um mandato sobre a coligação de direita, atualmente no Governo.
Com 92% dos votos contados, a Autoridade Eleitoral sueca indicava que os quatro partidos da oposição estavam a caminho de 175 lugares no parlamento de 349 assentos, contra 174 para a aliança governamental, naquela que é a tentativa da antiga primeira-ministra Magdalena Andersson de regressar ao cargo à frente da coligação de esquerda.
O resultado final poderá não ficar definido antes de quarta-feira, quando as comissões eleitorais locais contarem os votos antecipados que não chegaram às assembleias de voto a tempo do dia da eleição, incluindo os votos do estrangeiro.
Andersson disse aos apoiantes que é necessário esperar pelo resultado eleitoral final, apesar de estar à frente na contagem.
Já Kristersson, que governa a Suécia desde 2022 à frente de uma coligação de centro-direita com três partidos, apoiada externamente pelos Sverigedemokraterna (Sweden Democrats) – partido anti-imigração com raízes na extrema-direita mas que se tem aproximado da política de centro -, afirmou que vai explorar “possibilidades” face à margem apertada.
“Quando tivermos o resultado final, será boa ideia olhar para as combinações possíveis”, declarou, sustentando existir “uma maioria não socialista muito clara, ou uma maioria económica não alinhada à esquerda, no parlamento sueco”, que tenciona ter em conta para “perceber se há possibilidades”.
O líder dos Sverigedemokraterna, Jimmie Åkesson, admitiu que “esta noite não vamos saber” quem formará o próximo governo.
O partido, a quem tinham sido prometidos lugares no governo caso a atual coligação fosse reconduzida, perdeu cerca de 3% face aos 20,5% obtidos em 2022, descendo do segundo para o terceiro lugar.
As sondagens à boca das urnas da televisão pública SVT tinham inicialmente apontado para uma vantagem de vários pontos percentuais da esquerda, provocando júbilo no encontro eleitoral dos Sociais-Democratas, mas o ambiente foi-se tornando de expetativa silenciosa à medida que os resultados indicavam uma corrida mais equilibrada.
Os Sociais-Democratas de centro-esquerda têm liderado a maioria dos governos suecos desde a Segunda Guerra Mundial, e Andersson já tinha sido primeira-ministra entre 2021 e a derrota na eleição anterior; para regressar ao cargo, terá de fechar um acordo de coligação com os restantes partidos do bloco.
A Suécia está dividida em dois grandes blocos políticos, com quatro partidos à direita e quatro à esquerda, sendo que os partidos precisam de um mínimo de 4% dos votos para obter representação parlamentar – pelo que a grande questão em aberto é menos qual o partido vencedor e mais qual dos lados conseguirá formar maioria.
Com um consenso político alargado na Suécia sobre temas centrais como o apoio à Ucrânia e a adesão à NATO, grande parte do debate eleitoral centrou-se na possibilidade de a extrema-direita anti-imigração entrar para o governo, um cenário observado num contexto europeu de avanços da direita populista, incluindo a vitória do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) numa eleição regional alemã, a 6 de setembro.
Os Sverigedemokraterna foram fundados na década de 1980 por antigos ativistas de grupos de extrema-direita, incluindo neonazis, tendo suavizado o discurso e expulso membros abertamente racistas sob a liderança de Åkesson, que dirige o partido desde 2005 e o transformou de força marginal em terceira maior formação política do país.
Mais de oito milhões de pessoas, num país com cerca de 10,6 milhões de habitantes, estavam habilitadas a votar.
FIM
Escrito por RafaFM
com oposição de esquerda à frente por um mandato Eleições legislativas na Suécia terminam em empate técnico
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
Copyright Rafa.tl - Desenvolvido por Justweb.pt