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Diretor-Geral da OMS pede aos países do Sudeste Asiático mais investimento nacional em saúde perante incertezas financeiras

todaySetembro 9, 2026 9

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Díli, 9 de setembro de 2026 (RAFA) — O Diretor-Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, exortou os ministros da saúde do Sudeste Asiático a reforçarem o investimento nacional na saúde.

Considerando assim o caminho mais seguro para alcançar a cobertura universal de saúde num contexto de crescentes pressões orçamentais e de maior incerteza no financiamento externo.

Tedros salientou que cada país da região tem progressos a celebrar e desafios a enfrentar, reconhecendo os avanços alcançados em diferentes áreas da saúde pública.

O Diretor-Geral felicitou o Butão, as Maldivas, o Nepal e Timor-Leste pelos marcos alcançados na eliminação de doenças.

No caso de Timor-Leste, o reconhecimento surge após o país ter alcançado resultados significativos em saúde pública, incluindo a eliminação da malária e outros avanços no controlo e eliminação de doenças.

Tedros destacou ainda outros progressos na região, incluindo a expansão da vacinação contra o HPV no Bangladesh e no Nepal, a liderança da Índia na vigilância digital, a extensão da cobertura de saúde às populações apátridas na Tailândia e o reforço da segurança sanitária pela República Popular Democrática da Coreia e pelo Sri Lanka.

O Diretor-Geral reconheceu também os esforços de Myanmar para manter os tratamentos para a tuberculose, VIH e hepatites em circunstâncias extremamente difíceis.

Face às atuais dificuldades financeiras, Tedros apresentou três prioridades aos ministros da saúde da região.

A primeira é apostar na prevenção, através do controlo do tabaco, da promoção de dietas saudáveis, da atividade física e do reforço da saúde materno-infantil.

A segunda é investir nos cuidados de saúde primários, considerados pela OMS como a base de sistemas de saúde fortes, equitativos e sustentáveis.

A terceira prioridade é o investimento na preparação para emergências, incluindo sistemas de vigilância, laboratórios, equipas de resposta a emergências, instalações de saúde resilientes e preparação da comunidade.

Para Tedros, estas áreas são fundamentais para que os sistemas de saúde protejam as populações não só em tempos normais, mas também face a surtos de doenças, desastres e outras emergências.

A mensagem do Diretor-Geral surge numa altura em que os países enfrentam uma crescente pressão sobre os recursos públicos e uma menor previsibilidade do financiamento externo para a saúde.

Neste contexto, Tedros defendeu que o investimento interno por parte dos próprios países é a forma mais fiável de avançar para a cobertura universal de saúde, garantindo que as populações têm acesso aos serviços de que necessitam.

A OMS, por seu lado, reafirmou o seu compromisso de apoiar todos os Estados-Membros na concretização destas prioridades, com foco na prevenção, nos cuidados primários e na preparação dos sistemas de saúde.

Jornalista: Miguel Caldas

 

Escrito por RafaFM

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