Destaques

Despesa militar mundial ultrapassou 2,8 biliões de dólares em 2025

todayAbril 27, 2026 24

Fundo
share close

Díli, 27 de abril de 2026 (RAFA.tl) – A despesa militar mundial atingiu 2,8 biliões de dólares em 2025, com a Europa a liderar o crescimento global num contexto de guerras, instabilidade geopolítica e rearmamento acelerado, segundo dados divulgados pelo Instituto Internacional de Estocolmo para a Investigação da Paz (SIPRI).

Em termos reais, e face a 2024, o aumento global de gastos militares foi de 2,9 por cento, cumprindo-se o 11.º ano consecutivo de subidas, o que fez elevar o peso militar mundial no PIB a 2,5 por cento – o nível mais alto desde 2009.

Excluindo os Estados Unidos, o crescimento total foi de 9,2 por cento.

O principal motor do aumento global foi a Europa, onde a despesa cresceu 14 por cento para 864 mil milhões de dólares – o crescimento anual mais acentuado na Europa Central e Ocidental desde o fim da Guerra Fria.

Os 29 membros europeus da NATO gastaram em conjunto 559 mil milhões de dólares, sendo que 22 deles atingiram pelo menos 2 por cento do PIB em despesa militar.

De acordo com o SIPRI, o crescimento dos membros europeus da NATO em 2025 foi o mais rápido desde 1953, refletindo a busca de autonomia estratégica europeia e as pressões dos Estados Unidos para um maior partilha de responsabilidades na aliança.

Entre os destaques europeus, a Alemanha foi o país que mais gastou da NATO europeia, com um aumento de 24 por cento para 114 mil milhões de dólares, ultrapassando o limiar de 2 por cento do PIB pela primeira vez desde 1990.

A Espanha aumentou a sua despesa em 50 por cento para 40,2 mil milhões de dólares, superando também os 2 por cento do PIB pela primeira vez desde 1994.

A Rússia aumentou a sua despesa militar em 5,9 por cento para 190 mil milhões de dólares, representando 7,5 por cento do PIB. A Ucrânia, o sétimo país em gastos em 2025, elevou os seus gastos em 20 por cento para 84,1 mil milhões de dólares – equivalente a 40 por cento do PIB.

Nos dois países, a despesa militar como proporção das despesas do governo atingiu o nível mais elevado alguma vez registado.

Os Estados Unidos, que mantêm o maior orçamento de defesa do mundo com 954 mil milhões de dólares, registaram uma queda de 7,5 por cento face a 2024, principalmente por não terem aprovado nova assistência militar à Ucrânia durante o ano.

Porém, o SIPRI avisa que a descida deverá ser temporária, uma vez que o Congresso aprovará para 2026 mais de um bilião de dólares, podendo chegar a 1,5 biliões em 2027 caso seja aprovada a proposta orçamental do Presidente Trump.

A China, segundo país em gastos, aumentou a sua despesa em 7,4 por cento para 336 mil milhões de dólares, num crescimento ininterrupto pelo 31.º ano consecutivo.

O Japão subiu 9,7 por cento para 62,2 mil milhões de dólares, e Taiwan registou o maior aumento desde 1988, com uma subida de 14 por cento para 18,2 mil milhões de dólares, perante a intensificação dos exercícios militares chineses em torno da ilha.

A despesa do Irão caiu pelo segundo ano consecutivo, 5,6 por cento para 7,4 mil milhões de dólares, devido à elevada inflação de 42 por cento, embora o SIPRI alerte que os valores oficiais subestimam o verdadeiro nível de gastos, uma vez que o Irão utiliza receitas petrolíferas extra-orçamentais para financiar as suas capacidades militares, incluindo a produção de mísseis e drones.

Israel reduziu a sua despesa em 4,9 por cento para 48,3 mil milhões de dólares, após o cessar-fogo com o Hamas em janeiro de 2025, embora o valor ainda seja 97 por cento superior ao de 2022.

Os três países com mais gastos – EUA, China e Rússia – representaram conjuntamente 51 por cento do total mundial, com 1.480 mil milhões de dólares.

FIM

 

Escrito por RafaFM

Avaliação

Quem Somos

Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.

Contactos
error: Content is protected !!